A função das firmas inspetoras é realizar a certificação da produção eficiente de biocombustíveis, que caracteriza a entrada das usinas no RenovaBio e permite a emissão de créditos de descarbonização (CBios).

Conforme a ANP, com a publicação no Diário Oficial da União (DOU), a empresa já está apta a atender demandas de certificação de produtores. Esta é a terceira empresa aprovada pela agência, que já havia autorizado a Green Domus Desenvolvimento Sustentável e a SGS ICS Certificadora.

O Instituto Totum não é desconhecido do setor sucroenergético, especialmente por coordenar o programa de Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC, ou International Renewable Energy Certificate). Em março de 2018, a unidade Conquista do Pontal, da Atvos, foi a primeira empresa geradora de energia de biomassa do Brasil a obter o certificado.

O I-REC possui uma lógica similar ao RenovaBio. De acordo com a companhia, trata-se de uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem.

Desta forma, grandes empresas podem alcançar metas de aumento de energia renovável sem a necessidade de investimento em geração de energia própria. Cada I-REC equivale a 1 MWh de eletricidade produzida. Dentro do RenovaBio, por sua vez, cada CBio equivale a uma tonelada de carbono que deixa de ir para a atmosfera por meio de biocombustíveis.

FONTE: NovaCana

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A Associação Brasileira de Biogás e de Biometano (ABiogás) é o mais novo parceiro do Programa de Certificação de Energia Renovável (REC), que tem como objetivo fomentar o mercado de energia renovável e com alto valor agregado de sustentabilidade.

O Programa está em franco crescimento no país, tendo chegado à marca de 1,3 milhão de certificados transacionados em 2018, valor cinco vezes superior ao comercializado em 2017. Para este ano, a estimativa é atingir 3 milhões de certificados. Com os RECs, as empresas podem exercer seu poder de escolha sobre os atributos ambientais da energia adquirida.

Coordenado pelo Instituto Totum, que é o emitente local dos certificados RECs Brazil, a iniciativa é da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) e da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), e conta também com a parceria da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Associação Brasileira das Comercializadoras de Energia Elétrica (Abraceel).

A união das associações mostra a força o uso das fontes limpas de energia e o crescente interesse das empresas pelo mercado. Para Alessandro Gardemann, presidente da ABiogás, “para uma demanda empresarial, nada mais compreensível do que a busca por energia certificada. É uma garantia de quem compra e também de quem vende, garantindo a qualidade do produto e seu impacto no desenvolvimento sustentável”, sustentou.

O presidente do Totum, Fernando Giachini Lopes, afirmou que a entrada da ABiogás no Programa é” muito importante para o desenvolvimento e amadurecimento do mercado no país”. Segundo ele, quanto mais entidades representativas da área de energia renovável apoiarem a iniciativa, maior o reconhecimento do Programa, que tem garantido o aumento consistente do mercado de RECs no Brasil.

FONTE: CanalEnergia / TN Petróleo / CTEE / Petro Notícias

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O Instituto Totum está credenciado desde dezembro do ano passado como “entidade certificadora” pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda para realizar auditorias no âmbito do Programa Pró-Gestão. O objetivo do Pró-Gestão é incentivar os RPPS a adotarem melhores práticas de gestão previdenciária, que proporcionem maior controle dos seus ativos e passivos e mais transparência no relacionamento com os segurados e a sociedade.

Os RPPS são constituídos mediante lei de cada ente federativo, com a finalidade de prover os direitos previdenciários dos servidores públicos titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo assegurar o caráter contributivo e solidário e o equilíbrio financeiro e atuarial, em consonância com os preceitos dos artigos 40, 149, § 1º e 249 da Constituição Federal.

A adoção de boas práticas de gestão evita a descontinuidade ou retrocesso na administração dos recursos em caso de mudanças decorrentes de interesses políticos, garantindo a concessão e manutenção dos benefícios previdenciários dos segurados.

“Estamos recebendo muitos pedidos de propostas para fazer a certificação RPPS. Trata-se de um mercado potencial muito grande”, afirma o presidente do Instituto Totum, Fernando Giachini Lopes. Até agora 118 entes federativos aderiram ao Pró-Gestão, mas esse número, diz ele, tende a crescer muito considerando que há uma preocupação crescente em melhorar a governança e a sustentabilidade da gestão dos investimentos. O Instituto Totum está focado na capacitação técnica dos auditores que farão o trabalho, assim como na implementação de uma plataforma eletrônica exclusiva para registro do processo de auditoria.

O Brasil tem cerca de 2.100 RPPS, com quase 10 milhões de segurados, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas, e são responsáveis pela gestão de recursos acumulados superiores a R$ 200 bilhões.

A certificação oferece várias vantagens para as organizações tais como: melhoria na organização das atividades e processos; aumento da motivação por parte dos colaboradores; incremento da produtividade; redução de custos e do retrabalho, transparência e facilidade de acesso à informação, perpetuação das boas práticas, pela padronização e reconhecimento no mercado onde atua.

Como é feita essa certificação?

O Pró-Gestão RPPS contempla três dimensões, que representam os pilares sobre os quais a modernização da gestão se sustentará: Controles Internos, Governança Corporativa e Educação Previdenciária. Cada uma dessas três dimensões possui um grupo de ações relacionadas, a serem cumpridas pelo RPPS. A Certificação é concedida em Níveis, em função do grau de implantação das práticas recomendadas.

Os representantes legais do ente federativo e da unidade gestora do RPPS, por meio da assinatura do Termo de Adesão ao Pró-Gestão RPPS, deverão enviar à Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda se têm interesse em aderir ao programa e posteriormente poderão contatar o Instituto Totum para avaliar os processos do RPPS e o cumprimento dos requisitos para a obtenção da certificação no nível pretendido.

Sobre o Instituto Totum

O Instituto Totum é um organismo de certificação que atua no mercado de auditorias independentes, selos e programas de autorregulamentação desde 2004. Fornece soluções integradas aos clientes, desde a concepção até a operacionalização de projetos que visam a integração e o desenvolvimento das cadeias de negócios, por meio de selos e certificações setoriais. Atualmente, gerencia mais de uma dezena de selos e programas de certificação nos mais variados segmentos.

FONTE: SEGS

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As fábricas do BMW Group Brasil, em Araquari (SC) e Manaus (AM), contam com a utilização de energia proveniente de fontes renováveis, promovendo a redução das emissões de CO2 em suas atividades. Neste contexto, a empresa conquistou a certificação I-REC, um instrumento de compensação do consumo de energia elétrica proveniente de fontes que emitem CO₂ na atmosfera. Desde o início deste ano, a energia das fábricas de Araquari e de Manaus é proporcionalmente compensada pela geração no Complexo Eólico de Morrinhos, em Campo Formoso (BA).

Seguindo sua estratégia Global de Sustentabilidade Corporativa, o BMW Group concentra suas atividades de proteção ambiental não apenas nos produtos, onde é líder global na venda de veículos premium eletrificados, mas também nas emissões provenientes de sua cadeia de produção. Um dos objetivos do BMW Group é alcançar uma produção livre de CO₂ em todo o mundo. Nesta direção, um marco importante foi alcançado em 2017: pela primeira vez na Europa, toda a eletricidade comprada veio de energias renováveis. O objetivo é que as demais unidades sigam o exemplo até 2020.

O Departamento de Operações do Brasil (PA-44) iniciou, também em 2017, um minucioso trabalho de pesquisa das opções técnicas para atingir esse objetivo. Após a validação do estudo, foi firmado um contrato para emissão dos certificados de energia renovável com a intenção de cobrir os consumos nos ambientes produtivos no período entre 1º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2020, sob a chancela do Instituto Totum, o emissor local de I-RECs no Brasil.

“Essa conquista é estratégica, pois reflete de forma prática a aplicação de ações globais de combate às mudanças climáticas no Brasil. Temos a convicção de que o crescimento sustentável, aliado à preservação dos recursos naturais, é possível, sim. Participar de iniciativas como a certificação I-REC nos permite estimular as boas práticas que visem assegurar o futuro das próximas gerações”, avalia Gleide Souza, diretora de Relações Governamentais do BMW Group Brasil.

As fontes renováveis

A energia fotovoltaica (solar) e a eólica (proveniente dos ventos) são fontes renováveis de energia elétrica. Estas, dispensam a queima de combustíveis fósseis, fontes de emissão de CO2, que por sua vez provocam o efeito estufa. Hidrelétricas e usinas que geram energia por meio de biomassa, como o bagaço de cana, também são exemplos de fontes potenciais de energia mais limpa.

Os RECs

Os certificados de energia renovável (REC) funcionam como um sistema global de rastreamento de atributos ambientais de energia, projetado para facilitar a contabilidade confiável de carbono. Cada REC equivale a 1 megawatt hora. Possuir a certificação permite afirmar que a energia utilizada é compensada por uma fonte renovável.

Sobre o BMW Group

Com suas quatro marcas BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas e também fornece serviços financeiros e de mobilidade premium. Como uma empresa global, o BMW Group opera 31 instalações de produção e montagem em 14 países e possui uma rede global de vendas em mais de 140 países.

Em 2017, o BMW Group vendeu cerca de 2.463.500 milhões de automóveis e 164.000 motocicletas em todo o mundo. O lucro antes de impostos em 2017 foi de aproximadamente 10,65 bilhões de euros em receitas de 98,678 bilhões de euros. Desde 31 de dezembro de 2017, o BMW Group tinha uma força de trabalho de 129.932 colaboradores.

O sucesso do BMW Group sempre foi baseado no pensamento de longo prazo e em uma ação responsável. Portanto, a empresa estabeleceu a sustentabilidade ecológica e social em toda a cadeia de valor, a responsabilidade abrangente de produtos e um claro compromisso com a conservação dos recursos como parte integrante da sua estratégia.

FONTE: SEGS

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O Programa de Certificação de Energia Renovável no Brasil mantém trajetória de crescimento e chegou à marca de 1,3 milhão de certificados comercializados em 2018, o que já é um valor cinco vezes superior ao comercializado em 2017. Em 2019, a estimativa é chegar a 3 milhões de certificados.

A demanda por RECs, que é maior a cada dia, sinaliza que as empresas estão preferindo consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético. Em outubro, por exemplo, a Vivo, marca da Telefônica no Brasil, informou que, a partir de novembro, a empresa passa a registrar 100% de seu consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, com a obtenção de energia renovável certificada.

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. A partir de 2016, o País passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC. “O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem.

Com isso, é possível alcançar metas de aumento de energia renovável para grandes empresas, sem a necessidade de investimento em geração de energia própria”, afirma o diretor presidente do Instituto Totum, Fernando Lopes.

Outra iniciativa que tem contribuído para o crescimento da emissão de RECs e usinas certificadas é o Programa mundial RE 100. O Instituto Totum esteve presente em março de 2018 na conferência REC Market Meeting, em Amsterdã e em outubro de 2018 na Renewable Energy Markets em Houston, como palestrante. Ambos os eventos contaram com a participação de mais de 300 pessoas de empresas de energia, grandes consumidores, agências governamentais, consultores e ONGs, e os eventos foram focados na discussão sobre o aumento global da demanda de energia renovável, com destaque para essa iniciativa do RE 100, que congrega as empresas comprometidas com consumo de 100% de energia renovável. Esse grupo RE 100 já conta com mais de 180 empresas, representando uma demanda de mais de 170 TWh.

Como funcionam

No Brasil, a energia que chega para consumo vem do Sistema Interligado Nacional que, por sua vez, recebe produção de todas as fontes de energia: hidrelétricas, eólicas, biomassa, térmica, etc. O que algumas pessoas não sabem é que, ainda assim, existe um jeito de escolher a energia que você irá consumir, por meio de um sistema de certificação da energia.

A estrutura brasileira de geração, transmissão e distribuição de energia torna impossível rastrear os elétrons de uma usina de geração de energia até seu ponto de consumo. A energia elétrica de um determinado parque eólico, por exemplo, é injetada no sistema elétrico e, portanto, se mistura com outros elétrons de outras fontes de energia (renováveis ou não). Na etapa seguinte, a distribuidora local retira essa energia do Sistema elétrico e leva até o ponto de consumo.

Como então é possível garantir que um consumidor consuma energias renováveis? Segundo a Abeeólica, através de um sistema de contabilização que controla o equilíbrio entre entrada e saída de certificados. Quando uma geradora é certificada, a energia gerada é acompanhada da geração dos Certificados de Energia Renovável (RECs) correspondentes ao montante produzido. Um REC é a prova de que 1 MWh (um megawatt hora) foi injetado no sistema a partir de uma fonte de geração de energia renovável.

Quando um consumidor adquire um REC, ele se apropria, por meio de um certificado, daquela energia que foi injetada no sistema e aquele REC não será usado por mais ninguém e aquela quantidade de energia sai da conta do sistema.

Para que uma determinada geradora possa emitir RECs, ela precisa passar por um processo de certificação. Uma vez certificada, a usina passa a emitir RECs para cada 1 MWh de energia injetada no sistema elétrico. E estes RECs ficam disponíveis para compra por empresas que queiram certificar que seu consumo de energia é renovável.

O Instituto Totum é um Organismo de Certificação que atua no mercado de auditoria independente, selos e programas de autoregulamentação, desde 2006, gerenciando mais de uma dezena de selos e programas de certificação nos mais variados segmentos. A Abeeólica congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil.

FONTE: Paranoá Energia  /  Canal Bioenergia

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O Programa de Certificação de Energia Renovável no Brasil mantém trajetória de crescimento e chegou à marca de 1,3 milhão de certificados comercializados em 2018, o que já é um valor cinco vezes superior ao comercializado em 2017. Em 2019, a estimativa é chegar a 3 milhões de certificados. Veja, abaixo, o gráfico de evolução:

Os dados são fornecidos pelo Instituto Totum, emissor local de RECs no Brasil credenciado pela organização mundial I-REC Services. O Programa de Certificação de Energia Renovável tem parceria com a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), e apoio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

A demanda por RECs, que é maior a cada dia, sinaliza que as empresas estão preferindo consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

Em outubro, por exemplo, a Vivo, marca da Telefônica no Brasil, informou que, a partir de novembro, a empresa passa a registrar 100% de seu consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, com a obtenção de energia renovável certificada. (Veja mais sobre isso aqui)

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. A partir de 2016, o País passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC.

“O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Com isso, é possível alcançar metas de aumento de energia renovável para grandes empresas, sem a necessidade de investimento em geração de energia própria”, afirma o diretor presidente do Instituto Totum, Fernando Lopes.

Outra iniciativa que tem contribuído para o crescimento da emissão de RECs e usinas certificadas é o Programa mundial RE 100. O Instituto Totum esteve presente em março de 2018 na conferência REC Market Meeting, em Amsterdã e em outubro de 2018 na Renewable Energy Markets em Houston, como palestrante.

Ambos os eventos contaram com a participação de mais de 300 pessoas de empresas de energia, grandes consumidores, agências governamentais, consultores e ONGs, e os eventos foram focados na discussão sobre o aumento global da demanda de energia renovável, com destaque para essa iniciativa do RE 100, que congrega as empresas comprometidas com consumo de 100% de energia renovável. Esse grupo RE 100 já conta com mais de 180 empresas, representando uma demanda de mais de 170 TWh.

Como funcionam os certificados de energia renovável

No Brasil, a energia que chega para nosso consumo vem do Sistema Interligado Nacional que, por sua vez, recebe produção de todas as fontes de energia: hidrelétricas, eólicas, biomassa, térmica, etc… O que algumas pessoas não sabem é que, ainda assim, existe um jeito de escolher a energia que você irá consumir, por meio de um sistema de certificação da energia. Parece complicado? Bom, então vamos explicar como funciona o Programa Brasileiro de Certificação de Energia Renovável.

A estrutura brasileira de geração, transmissão e distribuição de energia torna impossível rastrear os elétrons de uma usina de geração de energia até seu ponto de consumo. A energia elétrica de um determinado parque eólico, por exemplo, é injetada no sistema elétrico e, portanto, se mistura com outros elétrons de outras fontes de energia (renováveis ou não).

Na etapa seguinte, sua distribuidora local retira essa energia do Sistema elétrico e leva até o ponto de consumo. Nem você e nem sua distribuidora local de energia podem, portanto, afirmar de onde os elétrons são originados.

Como então é possível garantir que um consumidor consuma energias renováveis? Simples, por um sistema de contabilização que controla o equilíbrio entre entrada e saída de certificados.

Quando uma geradora é certificada, a energia gerada é acompanhada da geração dos Certificados de Energia Renovável (RECs) correspondentes ao montante produzido. Um REC é a prova de que 1 MWh (um megawatt hora) foi injetado no sistema a partir de uma fonte de geração de energia renovável.

Quando um consumidor adquire um REC, ele se apropria, por meio de um certificado, daquela energia que foi injetada no sistema e aquele REC não será usado por mais ninguém e aquela quantidade de energia sai da conta do sistema.

Para que uma determinada geradora possa emitir RECs, ela precisa passar por um processo de certificação. Uma vez certificada, a usina passa a emitir RECs para cada 1 MWh de energia injetada no sistema elétrico. E estes RECs ficam disponíveis para compra por empresas que queiram certificar que seu consumo de energia é renovável.

No site do Programa www.recbrazil.com.br, é possível ter informações detalhadas sobre todo o processo e como é feita a compra e venda verificadas, em ambiente certificado, de acordo com as legislações vigentes que normatizam este sistema. Além disso, este vídeo explica detalhes do funcionamento do Certificado.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Abeeólica / Pontoon-e

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A Telefônica/Vivo pretende encerrar este ano consumindo energia 100% renovável. Segundo a companhia nesta quarta-feira, 24, contrato firmado para obtenção de certificados permitirá já atingir a meta global estipulada para 2030. Assim, a Vivo se junta às operações do grupo na Espanha, Alemanha e Reino Unido (Telefónica, Telefonica Deutschland e O2, respectivamente) no padrão de sustentabilidade.

A partir de dezembro, na área de concessão da Cemig, a Vivo deverá tomar o seu primeiro passo na geração distribuída de energia e de fonte renovável. Contará com eletricidade proveniente de hidrelétricas e responderá por cerca de 5% do total da energia consumida pela empresa. Nas próximas fases, a companhia afirma avaliar outras formas de geração, como energia solar.

As medidas têm como objetivo maior eficiência operacional, financeira e ambiental da Telefônica. A obtenção de energia é feita no mercado livre e com a geração distribuída, permitindo a redução de tarifas e uma operação mais sustentável. No ano passado, a companhia aderiu ao RE100, compromisso público firmado por 126 empresas globais para chegar a 100% da energia elétrica renovável – para tanto, podem optar pela geração própria, compra de energia renovável com fonte rastreável e a compra de certificados no mercado. Também em 2017, a companhia adotou o projeto “free cooling” para adaptação do sistema de climatização das centrais telefônicas em 91 prédios, com ganho de eficiência de cerca de 30% nas instalações e reduzindo em 20% o consumo central.

Em comunicado, a executiva da área de sustentabilidade da operadora, Joanes Ribas, afirma que o consumo de energia elétrica gerado a partir de fontes renováveis permitirá uma redução de 64% nas emissões de CO² em 2020. A meta global da Telefónica é de reduzir em 30% as emissões do componente nesse prazo, e 50% até 2030, além de cortar pela metade o consumo de energia por tráfego até 2020. A operação brasileira responde por 28% da energia consumida por todas as empresas do grupo.

FONTE: Teletime

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A Vivo, marca da Telefônica no Brasil, acaba de dar um passo importante para impulsionar a sustentabilidade em sua operação. A partir deste mês de novembro, a empresa passa a registrar 100% de seu consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, com a obtenção de energia renovável certificada. Com a iniciativa, a operação brasileira da Telefônica soma-se à da Espanha, Alemanha e Reino Unido e contribui de forma definitiva para a meta global do grupo, que é chegar a 2030 com consumo totalmente proveniente de fontes renováveis.

“Considerado o principal ofensor na geração de Gases de Efeito Estufa (GEE), o consumo de energia elétrica, agora totalmente limpa e renovável, permitirá também à Vivo uma redução de 64% nas emissões de CO2 em 2020”, revela a executiva da área de Sustentabilidade da Vivo, Joanes Ribas. A meta global da Telefônica é reduzir em 30% as emissões absolutas de CO2 até 2020 e 50% até 2030, além de cortar pela metade o consumo de energia por tráfego até 2020.

As medidas visam maior eficiência operacional, financeira e ambiental da Telefônica. “A obtenção de energia no mercado livre e a geração distribuída permitem redução de tarifas e convergem para uma operação essencialmente mais sustentável”, informa o diretor de Patrimônio da Vivo, Caio Silveira Guimarães. Em 2017, a empresa aderiu ao RE100, compromisso público firmado por 126 empresas globais de chegar a 100% de energia elétrica renovável. Para atingir este desafio, as empresas podem optar por geração própria, compra de energia renovável com fonte rastreável e compra de certificados no mercado livre. A aquisição do certificado global de RECs (Renewable Energy Certificates) é a comprovação de que a energia consumida pela empresa é originada de fontes limpas e renováveis. Cada REC equivale a 1 MWh de energia.

A Vivo também anuncia para dezembro, na área de concessão da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, seu primeiro passo na geração distribuída de energia, de fonte renovável. Regulamentada no Brasil em 2012 por meio da Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a geração distribuída de energia é aquela na qual o próprio consumidor passa a produzir a sua eletricidade. A fase 1 adotada pela Vivo, que conta com energia proveniente de CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), responderá por cerca de 5% do total de energia consumida pela empresa. Para as próximas fases, outras fontes de energia em geração distribuída estão sendo avaliadas pela operadora, como por exemplo, a energia solar.

A operação brasileira da Telefônica responde por 28% da energia utilizada pelo grupo e é considerada fundamental para o cumprimento das metas de eficiência, energia renovável e baixa emissão de carbono do grupo Telefônica. No Brasil está a maior rede de telecomunicações da empresa, com mais de 97,8 milhões de acessos no serviço fixo e móvel.

Eficiência e redução de consumo

Os desafios da operadora no campo energético contemplam também metas para aumento da eficiência e redução no consumo. A Telefônica possui mais de 20 iniciativas voltadas para redução do consumo no Brasil. Entre as medidas está o investimento na modernização da rede, com a implantação de tecnologia avançada, desligue de equipamentos obsoletos e substituição de equipamentos por ativos mais modernos, com maior capacidade de informação e igual ou menor consumo.

Outro projeto de destaque é o Free Cooling, implantado em 2017 e que consiste na adaptação do sistema de climatização das centrais telefônicas para a captação do ar, com maior aproveitamento da temperatura externa. São 91 prédios da empresa no Brasil que contam com a solução, com ganho de eficiência de aproximadamente 30% nas instalações. Em 2017, a empresa também deu início à modernização a partir da troca dos equipamentos de climatização. Estas obras permitem à empresa reduzir em 20% o consumo da central.

Workshop Energia e Mudanças Climáticas

Neste mês de novembro a Telefónica realiza, na Argentina, seu workshop anual de Energia e Mudanças Climáticas, que já está em sua 9ª edição, reunindo as áreas de operações, meio ambiente, compras, finanças e tecnologia de 17 países e também de seus parceiros tecnológicos. O mais recente ocorreu em Foz do Iguaçu, no Brasil, em novembro de 2017, como reconhecimento às contribuições da operação brasileira para o cumprimento os Objetivos Globais de Energia e Câmbio Climático do Grupo.

Mais sobre as RECs

A energia renovável é aquela que foi gerada a partir de uma fonte renovável como o sol, vento, água, biomassa e calor da terra (geotérmica). Qualquer usina de energia renovável pode ser registrada para a emissão de RECs (Certificados de Energia renovável), desde que atenda as regras internacionais adotadas também aqui no Brasil.

FONTE: Telefônica

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O aumento da geração de energia elétrica advinda de fontes renováveis tem sido cada vez mais sendo impulsionado pela demanda de mercado e menos por políticas de subsídios governamentais. Apesar disso, não devem ser negligenciadas as iniciativas legislativas locais ligadas à geração de energia limpa e crescente descarbonização da matriz elétrica, que ainda são importantes para a ampliação desse mercado.

O mercado energético no Brasil e na América Latina mostra crescente sofisticação nos últimos anos. Gradativamente, a energia elétrica deixa de ser uma simples commodity direcionada pelo menor preço para se tornar um produto mais complexo, alinhado às diretrizes de sustentabilidade das corporações. Mais e mais organizações com atuação global possuem metas de usar 100% de energias renováveis.

Mas como fazer isso? A tabela abaixo mostra os instrumentos existentes para que corporações latino-americanas possam adquirir energia renovável. Uma das ferramentas é o Certificado de Energia Renovável (REC). Os mercados de REC são importantes para dar transparência, credibilidade e, principalmente, poder de escolha aos consumidores de energia.  Nem todas as empresas têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável. A saída, então, é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de certificados.

tabela

Opções para compra corporativa de energia renovável (Fonte: IRENA, 2018)

Ao comprar RECs, as empresas são abastecidas com a energia da rede local, geralmente um mix de fontes renováveis (hídrica, eólica, solar) e não renováveis (térmicas à óleo, gás ou nucleares). Em troca, investem na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, apropriam-se somente da parte limpa que é colocada no sistema. Com os RECs, as empresas podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter necessariamente de investir, elas próprias, em geração.

Enquanto na Europa o mercado de Garantias de Origem (GO) tornou-se maduro há poucos anos e tem crescido em termos de importância e volumes transacionados, na América do Norte, o sistema de RECs continua a liderar as novas fontes renováveis. Em outros mercados do mundo, o Irec Standard (sistema global que possibilita o comércio de certificados de energia renovável) desenvolve-se rapidamente, oferecendo às autoridades locais e participantes do mercado um padrão confiável para a compra de energia renovável em mais de 20 países.

Grande parte desse crescimento global é impulsionado por corporações que se responsabilizam pelas suas emissões de gases de efeito estufa e reconhecem o impacto ambiental das suas escolhas de compra de energia.

Na América Latina, seis países possuem usinas registradas na plataforma Irec: México, Guatemala, Honduras, Colômbia, Chile e Brasil. Ao todo existem 66 unidades de geração de energia registradas, sendo 37 usinas da categoria eólica, 20 hidrelétricas de grande e pequeno porte (PCH), 6 usinas solares fotovoltaicas e 3 usinas de biomassa. Nos últimos quatro anos já foram emitidos e transacionados mais de 2,6 milhões de RECs na América Latina, sendo que Colômbia e Brasil lideram esse ranking, respondendo por mais de três quartos desse total.

No caso brasileiro, especificamente, o mercado de RECs tem surpreendido positivamente, com crescimento vertiginoso nos últimos quatro anos, alcançado mais de 570 mil certificados. Esse ano deverá ser alcançada a marca de 1 milhão de certificados transacionados.

O nível de adesão de usinas de geração de energia renovável cresce de forma contínua desde o lançamento, em 2013, do Programa Brasileiro de Certificação de Energia Renovável (REC Brazil). No início, o programa contava com apenas quatro usinas. Hoje já são mais de 50 empreendimentos de todas as categorias de fontes renováveis (eólica, hídrica, solar e biomassa), com potencial de geração de cerca de 10 TWh.

Para se ter uma ideia, essa quantidade de energia é suficiente para abastecer o consumo residencial da cidade de São Paulo durante o período de 12 meses, considerando um consumo médio residencial em torno de 160 kWh por mês (1,920 MWh/ano).

Outro motivador do mercado de energias renováveis é a gradativa adoção de instrumentos de precificação de carbono na América Latina. Atualmente seis países possuem algum tipo de ação relacionada ao mercado de carbono:

– México, Colômbia e Chile possuem taxas de carbono implantadas ou já programadas, além do estudo de mercado de emissões.

– Argentina possui taxas de carbono implantadas ou já programadas.

– Guiana Francesa está inserida no mercado de carbono adotado pela França.

– Brasil possui estudos de precificação de carbono liderados pelo Ministério da Fazenda, além do RenovaBio, um programa de descarbonização da matriz de combustíveis no Brasil.

No Brasil, há planos para maior liberalização do mercado de energia elétrica, consolidados na Consulta Pública número 33 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entre as várias ações discutidas, uma em estudo pelo governo é a criação de mercados regulados de atributos ambientais da energia, de modo a permitir que os RECs possam ser usados como instrumento de políticas públicas e programas regulatórios. Outras ações visam diminuir a potência para que empresas possam migrar para o mercado livre e escolher o fornecedor de energia de sua preferência.

*Fernando Giachini Lopes é engenheiro de Produção e diretor do Instituto Totum, certificadora responsável pela emissão de RECs no mercado brasileiro, dentro do padrão Irec Standard.

FONTE: Página 22

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As empresas brasileiras tem se mobilizado cada vez mais para reduzir, voluntariamente, as emissões de gases do efeito estufa (GEE) resultantes de suas atividades e, desta forma, contribuir para a redução das emissões de carbono e os efeitos do aquecimento global. Segundo dados publicados pelo Protocolo GHG Brasil, que está completando dez anos, 71 empresas na categoria ouro reportaram emissões no ano passado, avanço de quase 50% em relação há cinco anos.

Dessas 71 empresas, 12 foram tiveram suas verificações de inventário feitas pelo Instituto Totum, que participa do Programa GHG desde o primeiro ano (2014), quando foi instituída a verificação oficial referente aos inventários de 2013. Nos últimos três anos, o Totum ocupa a liderança em verificação de inventários, conforme levantamento junto à plataforma do Protocolo GHG Brasil.

O selo categoria ouro é conferido às empresas que publicam seu inventário de forma completa e assegurado por um organismo verificador acreditado pela CGCRE – Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO-, os chamados “OVV”. A chancela de um OVV dá mais credibilidade às declarações de emissões de efeito estufa das empresas, garantindo ao mercado que as informações são verificadas com base em um padrão normativo internacional por uma terceira parte independente.

“O Instituto Totum vem se consolidando de forma muito técnica no mercado e tem por conduta atuar somente no processo de verificação, sem fazer atividades de consultoria na elaboração de inventários, aumentando assim a credibilidade e independência das avaliações”, destaca Fernando Giachini Lopes, diretor-presidente do Instituto Totum. Entre as empresas atendidas pelo Totum estão B3 (bolsa de valores brasileira), Caixa, Grupo Fleury, Ipiranga, MRV Engenharia, Nívea, entre outras.

A novidade deste ano de 2018 é a possibilidade de as empresas reportarem emissões referentes à energia pela escolha de compra (escopo 2 do Protocolo GHG). Empresas que comprovam a compra de energia renovável podem reportar emissões menores que aquelas que não conseguem rastrear suas escolhas de compra de energia. Nesse sentido, empresas que comprovam o consumo de energia renovável por meio da aquisição de Certificados de Energia Renovável (RECs) na mesma quantidade da energia consumida podem zerar as emissões desse escopo.

Segundo Fernando Lopes, além do relato formal dentro da plataforma do Protocolo GHG, muitas empresas utilizam o mesmo formato para relatar suas emissões e solicitam verificação independente para conferir maior credibilidade às suas declarações. Nesse ano até agosto, o Instituto Totum já verificou mais de 20 inventários de emissões de gases de efeito estufa.

Para dar mais agilidade aos processos de auditoria e revisão dos dados dos inventários de GEE, o Totum vai lançar no ano que vem uma plataforma eletrônica exclusiva para o processo de verificação.

Sobre o Totum

O Instituto Totum é um Organismo de Certificação que atua no mercado de auditoria independente, selos e programas de auto-regulamentação, desde 2006, gerenciando mais de uma dezena de selos e programas de certificação nos mais variados segmentos. Fornece soluções integradas aos clientes, desde a concepção até a execução de projetos concebidos para integrar e desenvolver cadeias de negócios através de selos e certificações setoriais.

FONTE: SEGS

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