O preço do leite de búfala é mais que o dobro do que se paga pelo de vaca no Brasil. A procura ainda é maior do que a oferta no país. De acordo com Mariana de Almeida Prado, coordenadora do Programa de Certificação 100% Búfalo – Selo de Pureza da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o leite de búfala não é comercializado no Brasil, apenas os seus derivados. Por isso, a venda da bebida láctea é feita diretamente às indústrias para produção de queijos e outros produtos que, cada vez mais, ganham espaço.

Fundada em 1960, a ABCB possui cerca de 80 associados de todo o território nacional e tem como principal objetivo “incentivar a bubalinocultura brasileira, defendendo os interesses dos criadores de búfalos e promovendo a união de seus associados nas atividades que tenham como fim o aprimoramento técnico-científico da espécie e o incremento do mercado interno e externo”. O mensurado pela associação é que, atualmente, o rebanho bubalino no Brasil conte com cerca de 3 milhões de animais, representando 2% do rebanho bovino, com 150 milhões. Em torno de 30% das criações são destinadas à produção leiteira e, nos últimos anos, o rebanho leiteiro tem crescido a uma taxa de 45%.

gundo Mariana, a média de produção diária de um produtor de leite de búfala é em torno de 1.950 litros. Ela ressalta que produzir e comercializar o leite de búfala requer várias diferenças em relação ao mesmo processo que envolve o leite de vaca. “O búfalo, como espécie, é um animal com qualidades genéticas próprias diferentes do bovino. Ele é mais resistente a doenças, por sua rusticidade, mas também é um animal sensitivo e que requer manejo com respeito para oferecer bem-estar”, explica.

Ela também fala da grande diferença nutricional que existe entre o leite de búfala e o de vaca. “As búfalas dão um leite com maior qualidade nutricional comparado ao leite de vaca. O leite de búfala possui a proteína beta caseína A2A2, que não produz alergia, como é o caso da proteína do leite de vaca, que possui a beta caseína A1 e A2, que é a proteína ligada ao aparecimento de uma série de doenças, como inflamações intestinais, e responsável pelo desencadeamento de alergias que muitas pessoas apresentam ao consumir o leite de vaca. Os búfalos não possuem a proteína beta caseína A1”, detalha.

Para a integrante da ABCB, a demanda em relação à produção do leite de búfala “sempre foi maior que a oferta, pois o queijo de búfala não é feito em grande escala”.

Francisco de Assis Veloso Junior, engenheiro agrônomo da Tapuio Agropecuária Ltda, localizada na cidade de Taipu, Rio Grande do Norte, concorda com Mariana, mas destaca à reportagem que há planos para mudar esse cenário. “O mercado ainda não é plenamente atendido. Porém, já fizemos um investimento de R$ 8 milhões nos três últimos anos na compra de uma ordenha rotatória totalmente automatizada e também para garantir a autossuficiência em energia com biogás e aerogerador. Além disso, estamos estabelecendo parcerias com produtores de leite de búfalas do estado de Pernambuco para o rápido incremento da produção. O esperado é dobrarmos a nossa atual produção até 2021”, conta o engenheiro agrônomo. Atualmente, a média de produção da Taipu Agropecuária Ltda é de aproximadamente 3 mil litros diários.

Ricardo Rodriguez, da Búfalo Dourado, separa o consumidor dos derivados de leite de búfala em “dois grupos mais significativos, sendo um de pessoas que se preocupam com uma alimentação saudável e o outro composto por aqueles clientes que apreciam produtos de qualidade e sabor elevados”

Já Ricardo Cotrim Rodriguez, um dos proprietários da Búfalo Dourado, primeira fabricante de mozzarella de búfala no Brasil, discorda ao afirmar que “acredito que a demanda e a oferta do produto estão bem equilibradas neste momento, mas crescendo consistentemente. O maior problema em relação à oferta e demanda é o leite, que é mais abundante quando a demanda é mais fraca e escasso no momento de maior demanda, o que faz o preço do litro disparar”. Por mês, são utilizamos aproximadamente 100 mil litros de leite de búfala na Búfalo Dourado, sendo a grande maioria de produção própria. A fábrica e fazenda da empresa estão localizadas na cidade de Dourado, no interior de São Paulo.

Cuidados

Além do leite de búfala apresentar um valor nutricional diferente do leite de vaca, a produção da bebida láctea e seus derivados também requer cuidados especiais em relação ao processo de fabricação. Conforme Mariana, a búfala, para produzir mais leite, precisa de diversos cuidados diferentes da vaca, pois é um animal que não produz a mesma quantidade de leite que um bovino. Em contrapartida, ela ressalta que “a búfala é uma espécie que reproduz muito mais que a vaca. Ou seja, a vida útil de uma búfala é superior. Uma búfala bem manejada chega a produzir 15 crias, mas o bovino não chega a três. Além disso, o búfalo é muito eficiente para a sua alimentação, se alimenta da mesma coisa que o bovino, mas consome menos alimento”.

Junior, da Tapuio Agropecuária Ltda, trabalha com produção de leite de búfala e derivados desde o ano 2000 e demonstra ter uma compreensão um pouco diferente de Mariana ao afirmar que, “de um modo geral, as búfalas são menos produtivas. São animais mais rústicos, com menos problemas sanitários e reprodutivos, mas, como todo animal, precisam de um bom manejo nutricional para produzirem uma matéria-prima de boa qualidade”, pondera.

O engenheiro agrônomo acrescenta que a comercialização do leite de búfala “é muito semelhante a que é realizada com o leite de vaca, com acertos diretos entre as indústrias processadoras e os produtores. Os serviços de inspeção controlam tanto a qualidade do produto final quanto da matéria-prima, de modo a garantir que sejam ofertados produtos seguros ao mercado consumidor”. Ele ainda explica que o cenário ideal para o animal búfala produzir mais leite se caracteriza por “ambientes com água abundante, pastos de boa qualidade e locais sombreados e ventilados que facilitem dissipação do calor dos animais”.

Rodriguez, da Búfalo Dourado, destaca que, “diferentemente da mozzarella de vaca, a produção da mozzarella de búfala é feita praticamente do mesmo jeito há séculos, sem aditivos, conservantes ou corantes. Por esse motivo, o cuidado na fabricação e a pureza e o frescor do leite são determinantes para que os produtos resistam às gôndolas dos supermercados. Também é importantíssima uma logística rápida e eficiente para que o produto saia da fábrica e chegue aos pontos de venda o mais rápido possível, que, no nosso caso, é no dia seguinte da fabricação”.

Derivados

Muitos já são os derivados de leite de búfala produzidos no Brasil, como queijos, iogurtes e requeijões. Na Tapuio Agropecuária Ltda, por exemplo, toda a produção de leite de búfala é destinada à industrialização para a fabricação de queijos, sendo a mozzarella bola o carro chefe da empresa. “Produzimos também os queijos minas frescal, coalho, ricota, burrata, alla panna, provolone, mozzarella barra e manta”, conta Junior.

Os derivados fabricados pela Tapuio Agropecuária Ltda custam de R$ 30 a R$ 60/kg e, ainda de acordo com o engenheiro agrônomo da marca, “de uma maneira geral, são queijos com maior teor proteico, menos sódio, menos gorduras saturadas e duas vezes mais cálcio, quando comparados com os similares produzidos com leite de vaca”.

Junior também ressalta que o leite de búfala possui “50% mais sólidos, mais gorduras e mais proteínas, o que se reflete num melhor rendimento industrial. O leite dessa espécie é ainda hipoalergênico, podendo ser consumido por muitas pessoas que possuem restrição ao consumo de derivados de leite de vaca”.

A Búfalo Dourado começou a produzir mozzarella há mais de 30 anos e, segundo Rodriguez, um dos proprietários da empresa há cinco anos, uma linha de produtos zero lactose acaba de ser lançada. “Além disso, também produzimos requeijão, manteiga, queijo frescal, ricota, entre outros. Lançamos ainda o Grana Di Búfala, um queijo feito por meio do método tradicional do grana padano italiano e maturado por pelo menos 18 meses”, conta o empresário.

Perfil do consumidor

Para Mariana, da ABCB, o consumidor dos derivados de leite de búfala é exigente e se preocupa com sua alimentação, além de deixar o consumo para momentos especiais. “Somos um produto de nicho”, considera.

Junior, da Tapuio Agropecuária Ltda, concorda com a coordenadora e diz que os clientes são “aqueles preocupados com qualidade de vida e que buscam produtos saudáveis”.

Rodriguez, da Búfalo Dourado, partilha da mesma ideia, mas separa o consumidor dos derivados de leite de búfala em “dois grupos mais significativos, sendo um de pessoas que se preocupam com uma alimentação saudável e o outro composto por aqueles clientes que apreciam produtos de qualidade e sabor elevados”.

Selo de pureza

Com a crescente procura pelos derivados do leite de búfala no Brasil, também houve aumento dos casos de fabricantes que adicionam grandes quantidades de leite de vaca durante a fabricação do produto, inclusive, sem informar essa mistura nos rótulos. Ou seja, o resultado disso é uma verdadeira fraude.

Junior, da Tapuio Agropecuária Ltda, confirma que, em decorrência da demanda ainda ser maior que a oferta, existem muitos problemas de fraude no mercado de leite de búfala. Com isso, o engenheiro agrônomo diz que “acaba ocorrendo a comercialização de produtos mistos ou de vaca, como se fossem produzidos com puro leite de búfalas no país.”

Com o objetivo de combater exatamente essas imitações e falsificações, mas com ênfase na mozzarella de búfala, foi criado o ‘Selo de Pureza 100% Búfalo’, outorgado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento à Associação Brasileira de Criadores de Búfalos em 2000. Atualmente, o selo tem como normatizadora e detentora da marca exatamente a ABCB, mas conta com uma Certificadora Independente, o Instituto Totum, que é a mesma entidade que realiza o gerenciamento da certificação do café no Brasil. O selo garante um alimento puro e isento de fraudes, uma vez que há monitorias anuais por meio de análise de DNA.

Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Totum, a ampliação da certificação para todas as marcas que produzem derivados de leite de búfalas no país é, praticamente, uma meta diária para que o consumidor tenha a informação correta nas embalagens dos produtos mistos.

Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB)

www.bufalo.com.br/abcb.html

Tapuio Agropecuária Ltda

www.tapuio.com.br

Búfalo Dourado

www.bufalodourado.com.br

Instituto Totum

institutototum.com.br

FONTE: FoodService

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O sol raiou, o despertador tocou e você se prepara para começar mais um dia. Mas, antes de tudo, um ritual muito importante: a hora do café, a deliciosa bebida quente que revigora as energias, auxilia na saúde e te prepara para uma nova manhã. Reconheceu essa cena? A rotina é comum para a maioria dos brasileiros, e dá pra dizer que o café é onipresente na mesa de quase todos nós. A bebida é tão importante por aqui que ganhou até um dia próprio, o Dia Nacional do Café, comemorado todo dia 24 de maio. 

Mas você já parou pra pensar em como o seu café é certificado, e como é possível garantir que uma bebida de qualidade chegue até sua xícara? Fundada em 1973, a ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) foi criada com o propósito de garantir que o produto que você possui na cozinha tenha a segurança alimentar e a confiabilidade que você merece.

Presente no país desde os tempos da colonização, o café está enraizado na cultura brasileira. Somos mundialmente conhecidos como um dos principais e melhores produtores do grão, e em nosso próprio país não é diferente. Com um trabalho realizado há 45 anos, a ABIC possui uma série de programas para assegurar que o café que consumimos no Brasil é o melhor que existe. Veja abaixo como funcionam os programas da associação e como reconhecer os selos que garantem que o seu café é certificado e com qualidade garantida.

Como funciona o Programa de Qualidade do Café

Algumas pessoas gostam de um café mais forte, cheio de personalidade. Outras já preferem algo mais tradicional, com um sabor mais leve. Já algumas optam por um café gourmet, enquanto outras prezam por um sabor diferente de todos os outros.

Se identificou? Se sua resposta for sim, a ABIC também é a responsável por te ajudar a encontrar seu café favorito com o melhor nível existente. Criado em 2004, o Programa de Qualidade do Café certifica a qualidade do produto final por meio de uma metodologia de análise sensorial, e classifica e diferencia os cafés em 4 categorias: Extra Forte, Tradicional, Superior e Gourmet. Além disso, a ABIC também audita as empresas produtoras de café durante todo o processo de industrialização, assegurando que o produto da melhor qualidade chegue até sua mesa.

Conheça o aplicativo De Olho no Café

Para facilitar a vida dos consumidores e estimular o consumo de um café de qualidade, a ABIC lançou no fim de 2007 o inovador aplicativo De Olho no Café. Com ele, você pode verificar em tempo real pelo seu celular as certificações conferidas pela entidade que cada marca possui.

Para utilizá-lo, é bem fácil: basta instalar o aplicativo gratuito no seu celular e escanear o código de barras do produto de seu interesse através do leitor da câmera.

Se precisar ou se não conseguir escanear, você também pode digitar o código de barras pelo teclado do seu aparelho.

Depois desse processo simples, o aplicativo informará se o produto é ou não certificado pela ABIC, e o consumidor também poderá avaliar o café de acordo com suas próprias impressões, podendo compartilhar seus comentários e opiniões sobre o produto degustado. Posteriormente, a ABIC irá compilar esses dados recolhidos com os consumidores e enviá-los às empresas, garantindo que a sua voz chegue até os produtores de café e estimulando que o café brasileiro se torne cada vez melhor.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Instituto Totum, agência responsável pelo gerenciamento dos programas da ABIC, e é compatível com os sistemas iOS e Android, podendo ser baixado gratuitamente pelo Google Play e pela APP Store.

Agora que você já sabe como funcionam as certificações e o controle de qualidade do café nacional e já baixou o aplicativo, que tal degustar uma deliciosa xícara da bebida favorita dos brasileiros? E lembre-se: café de qualidade é café certificado pela ABIC.

FONTE: Blastingnews

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O mercado nacional de certificação de energia renovável mantém trajetória de crescimento. De janeiro até 7 de maio, o número dos chamados Certificados de Energia Renovável (CER) emitidos alcançou 83,6 mil unidades, um crescimento de mais de 100% em relação ao mesmo período de 2017 quando foi registrada a emissão cerca de 40 mil RECs. Os dados são do Instituto Totum, emissor local dos papeis no Brasil, credenciado pela organização mundial I-REC Services. O programa tem parceria com a Abragel, a ABEEólica, apoio da CCEE e da Abraceel.

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. No ano passado, foram emitidos exatos 229.319 certificados, mais que o dobro do resultado de 2016. De 2014 até 7 de maio, foram transacionados um total de 434.165 certificados.

O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.

De acordo com o o diretor presidente do Instituto Totum, Fernando Lopes, o Brasil possui atualmente 34 usinas registradas, aptas a emitir RECs no mercado interno, e até final de 2018, esse número deve subir para mais de 50. Essa previsão se baseia na evolução de contatos e reuniões que vem sendo realizados pelo instituto e também os novos contratos em fase de finalização.  A maioria das 34 usinas é de fonte eólica, mas há também hídricas, pequenas centrais hidrelétricas, solar e biomassa.

FONTE: CanalEnergia  /  Biomassa World  /  ABRAGEL

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Por Lívia Neves

Nos primeiros quatro meses deste ano, de janeiro ate 7 de maio, o número de Certificados de Energia Renovável (REC, na sigla em inglês) emitidos no mercado brasileiro dobrou em relação ao mesmo período de 2017, até então o melhor ano do mercado. Em 2017, de janeiro até 7 de maio foram emitidos cerca de 40.000 RECs, enquanto no mesmo período deste ano, já foram emitidos mais de 83.000 RECs.

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. No ano passado, foram emitidos exatos 229.319 certificados, mais que o dobro do resultado de 2016. De 2014 até 7 de maio, foram transacioados um total de 434.165 certificados.

A partir de 2016, o país passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC. O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Com isso, empresas energointensivas conseguem alcançar metas de aumento de energia renovavel sem necessariamente investir em geração propria.

Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. O aumento da demanda por RECs sinaliza que as empresas estão preferindo consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

“O Brasil possui atualmente 34 usinas registradas, aptas a emitir RECs no mercado interno, e até final de 2018, este número deve subir para mais de 50”, segundo o diretor do Instituto Totum, Fernando Lopes. Essa previsão se baseia na grande evolução de contatos e reuniões que vem sendo realizados pelo Instituto Totum e também os novos contratos em fase de finalização. A maioria das 34 usinas é de fonte eólica, mas há também hídricas, pequenas centrais hidrelétricas, solar e biomassa.

Os dados são fornecidos pelo Instituto Totum, emissor local de RECs no Brasil credenciado pela organização mundial I-REC Services. O Programa de Certificação de Energia Renovável tem parceria com a Abragel, a ABEEólica, e apoio da CCEE e Abraceel.

FONTE: Brasil Energia

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O Boletim Anual de Dados da ABEEólica 2017 já está disponível no site da ABEEólica para consultas e download. O documento compila os principais dados do setor em 2017, como capacidade instalada de energia eólica, geração, fator de capacidade, estimativa de residências abastecidas, emissões de CO2 evitadas, entre outros.

Para acessar o Boletim Anual de 2017, clique aqui: https://institutototum.com.br/images/totum/arquivos/Boletim-Anual-de-Geracao-2017.pdf

FONTE: ABEEólica

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A Atvos tornou-se a primeira empresa geradora de energia de biomassa do Brasil a conquistar o Certificado Internacional de Energia Renovável. Concedido à Unidade Conquista do Pontal, o selo permite que a empresa passe a emitir I-RECs (Certificado Internacional de Energia Renovável, do inglês International Renewable Energy Certificate) ao mercado. Localizada em Mirante do Paranapanema (SP), a unidade exporta um volume de 360 mil MWh de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar por safra.

Coordenado pelo Instituto Totum, o Programa de Certificação busca fomentar o mercado de energia gerada a partir de fontes limpas e com alto desempenho em termos de sustentabilidade. “O objetivo dos certificados é reduzir as emissões de CO2 geradas pelo consumo de energia elétrica, garantindo a origem renovável. Somente com esse produto, evitamos anualmente a emissão de 1,2 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera. Desta forma, as empresas comprometidas com as questões climáticas têm uma solução disponível de fácil acesso e a custos competitivos”, afirmou Mônica Alcântara, responsável por Sustentabilidade da Atvos.

O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Assim é possível alcançar metas de aumento de energia renovável para grandes empresas energo-intensivas, sem a necessidade de investimento em geração de energia própria. Cada I-REC equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir das renováveis.

“É muito importante que o mercado possa contar com mais uma fonte de energia renovável, uma vez que a demanda de consumidores tem crescido, além de o certificado agregar valor à imagem da organização que os adquire”, destacou Fernando Lopes, sócio-diretor do Instituto Totum.

Conforme explicou Luiz Henrique Dias, líder da área de Energia da Atvos, a certificação confere garantia ao cliente de que a Unidade Conquista do Pontal atende a critérios de sustentabilidade, assim como agregação de todos os atributos ambientais: “Como cogeramos cerca de 2 mil GWh de energia elétrica por safra, em todas as nossas unidades, o potencial para este mercado é muito grande e crescente”, salientou.

FONTE: CanalEnergia

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O Instituto Totum, organismo de certificação que atua no mercado de auditorias independentes, selos e programas de autorregulamentação desde 2004, está desenvolvendo uma área de aplicativos com objetivo de fortalecer a autorregulação e preencher uma lacuna de mercado.

“O aplicativo é uma ferramenta que dá visibilidade à certificação”, afirma Fernando Lopes, presidente do Instituto Totum. As empresas já veem a certificação como um diferencial, mas é importante chegar até a ponta, ou seja, até o consumidor, explica o executivo. “Identificamos a necessidade de ligar o consumidor final às empresas”, diz ele. Esse é um segmento que pode agregar valor ao negócio (certificação).

Do segundo semestre de 2016 até agora, o Totum desenvolveu quatro aplicativos (gratuitos e disponíveis nas versões IOS e Android), todos eles visam ajudar o consumidor a fazer escolhas mais sustentáveis e conectar o consumidor aos programas de autorregulação gerenciados pelo Totum.

O Ziit, criado em setembro de 2016, já foi baixado por mais de 3 mil usuários, e incentiva a conscientização para o uso de energia renovável. Ao baixar o aplicativo, o usuário passa automaticamente a utilizar Certificados de Energia Renovável (REC) para carregar seu smartphone – ou seja, para cada Wh consumido foi produzido o equivalente em energia renovável no Brasil. Para o usuário o aplicativo é de uso gratuito, já que a aquisição dos Certificados para abastecer o aplicativo é feita pelo Totum. O usuário pode escolher se quer carregar o seu celular com energia de fonte solar, eólica, biomassa ou hídrica.

Este ano, foram desenvolvidos mais dois aplicativos: Olho Cidadão e De Olho no Café.

O app Olho Cidadão permite ao consumidor checar imediatamente os produtos nas prateleiras dos supermercados e saber se a organização que o produziu é idônea, não está envolvida em casos de corrupção, fraude ou se atua em respeito ao meio ambiente. Com o aplicativo, é possível, por meio do celular, escanear o código de barras e descobrir quem é o grupo que produz a marca. “Queremos com isso tornar a compra um ato mais consciente”, afirma Fernando Lopes.

Já o aplicativo De Olho no Café, desenvolvido pelo Totum para a Associação Brasileira de Café (Abic), permite ao consumidor escanear o código de barra de um café, verificando se essa marca possui ou não alguma certificação. O app possibilita ainda uma interação pelo usuário, podendo avaliar o café, enviar comentários, dar nota para o produto consumido, e até denunciar cafés que estejam utilizando Selo de forma indevida.

Um quarto aplicativo está em fase final de implantação e deve ser lançado nos próximos meses, também para identificar alimentos certificados.

FONTE: SEGS

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O Instituto Totum, organismo de certificação que atua no mercado de auditorias independentes, selos e programas de autorregulamentação desde 2004, está desenvolvendo uma área de aplicativos com objetivo de fortalecer a autorregulação e preencher uma lacuna de mercado.

“O aplicativo é uma ferramenta que dá visibilidade à certificação”, afirma Fernando Lopes, presidente do Instituto Totum. As empresas já veem a certificação como um diferencial, mas é importante chegar até a ponta, ou seja, até o consumidor, explica o executivo. “Identificamos a necessidade de ligar o consumidor final às empresas”, diz ele. Esse é um segmento que pode agregar valor ao negócio (certificação).

Do segundo semestre de 2016 até agora, o Totum desenvolveu quatro aplicativos (gratuitos e disponíveis nas versões IOS e Android), todos eles visam ajudar o consumidor a fazer escolhas mais sustentáveis e conectar o consumidor aos programas de autorregulação gerenciados pelo Totum.

O Ziit, criado em setembro de 2016, já foi baixado por mais de 3 mil usuários, e incentiva a conscientização para o uso de energia renovável. Ao baixar o aplicativo, o usuário passa automaticamente a utilizar Certificados de Energia Renovável (REC) para carregar seu smartphone – ou seja, para cada Wh consumido foi produzido o equivalente em energia renovável no Brasil. Para o usuário o aplicativo é de uso gratuito, já que a aquisição dos Certificados para abastecer o aplicativo é feita pelo Totum. O usuário pode escolher se quer carregar o seu celular com energia de fonte solar, eólica, biomassa ou hídrica.

Este ano, foram desenvolvidos mais dois aplicativos: Olho Cidadão e De Olho no Café.

O app Olho Cidadão permite ao consumidor checar imediatamente os produtos nas prateleiras dos supermercados e saber se a organização que o produziu é idônea, não está envolvida em casos de corrupção, fraude ou se atua em respeito ao meio ambiente. Com o aplicativo, é possível, por meio do celular, escanear o código de barras e descobrir quem é o grupo que produz a marca. “Queremos com isso tornar a compra um ato mais consciente”, afirma Fernando Lopes.

Já o aplicativo De Olho no Café, desenvolvido pelo Totum para a Associação Brasileira de Café (Abic), permite ao consumidor escanear o código de barra de um café, verificando se essa marca possui ou não alguma certificação. O app possibilita ainda uma interação pelo usuário, podendo avaliar o café, enviar comentários, dar nota para o produto consumido, e até denunciar cafés que estejam utilizando Selo de forma indevida.

Um quarto aplicativo está em fase final de implantação e deve ser lançado nos próximos meses, também para identificar alimentos certificados.

FONTE: SEGS

DATA: 20/12/2017

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É crescente o interesse das empresas em reduzir, voluntariamente, as emissões de gases do efeito estufa (GEE) resultantes de suas atividades e, com isso, contribuir para a redução das emissões de carbono e os efeitos do aquecimento global.

Segundo dados publicados pelo Protocolo GHG Brasil, o número de empresas na categoria ouro vem crescendo ano a ano: em 2017, um total de 74 empresas publicou seus inventários de GEE na plataforma nessa categoria, o que representa um aumento de quase 50% em relação a cinco anos atrás.

O selo na categoria ouro é conferido às empresas que publicam seu inventário de forma completa e assegurado por um organismo verificador acreditado pela CGCRE – Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro -, os chamados “OVV”.

A chancela de um OVV dá mais credibilidade às declarações de emissões de efeito estufa das empresas, garantindo ao mercado que as informações são verificadas com base em um padrão normativo internacional (Protocolo GHG).

Com base nas informações divulgadas pelo Protocolo GHG, o Instituto Totum foi líder em Verificação de Inventários de Gases de Efeito Estufa (OVV) em 2017, responsável pela verificação de 14 declarações só nesse ano. “O Instituto Totum vem se consolidando de forma muito técnica no mercado e fomos responsáveis em 2017 pela verificação de inventários de grandes empresas como Avon, Banco do Brasil, Ipiranga, MRV, Nívea, Ultragaz, dentre outras”, afirma Fernando Lopes, diretor-presidente do Instituto Totum.

Uma novidade no Protocolo GHG é que, a partir de 2018, as empresas poderão “zerar” o escopo 2 de energia para o inventário relativo a 2017. Isso pode ser comprovado por meio da apresentação de evidências de consumo de energia renovável, como por exemplo, aquisição de Certificados de Energia Renovável (RECs).

FONTE: Envolverde / Folhablu

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Entidade também divulgará as marcas que mais se destacaram na premiação Melhores da Qualidade 2017

O lançamento acontecerá durante café da manhã que será promovido em São Paulo, no Maksoud Plaza, e que reunirá industriais, representantes do varejo supermercadista e imprensa. Também será feita a premiação das “Melhores da Qualidade ABIC 2017”, conferida às empresas e marcas que mais se destacaram durante o ano no Programa de Qualidade do Café – PQC, nas categorias Tradicional, Superior e Gourmet. Nesta edição, foram classificadas por nota de qualidade global as três melhores marcas de cada categoria.

Ao todo são sete empresas com nove produtos, a seguir relacionadas em ordem alfabética: 3 Corações Alimentos S/A – Marcas: Santa Clara Espresso em Grão, 3 Corações Orgânico Vácuo e Bangu; Brasil Espresso Comércio Atacadista Ltda.- Marca: Via Café Grão; Café Excelsior Ltda. – Marca: Excelsior Gourmet em Grão Valvulado; Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda. – Cooxupé – Marca: Terraza em Grão Pouch; DPS Gonçalves Ind. e Com. de Alimentos Ltda. – Marca Fraterno Grão Superior; JDE – Jacobs Douwe Egberts BR Comercialização de Cafés Ltda. – Marca: Pelé Torrado e Moído Tradicional Vácuo, e Torrefação Noivacolinenses Ltda. – Marca: Morro Grande Orgânico.

Com o lançamento do aplicativo e a premiação das Melhores da Qualidade 2017, a ABIC também abre as comemorações em torno do Dia Mundial do Café, celebrado em 1º de outubro. A data foi criada em 2015 pela OIC – Organização Internacional do Café com o objetivo de promover a cultura e a tradição histórica do grão em todos os países produtores e consumidores.

SERVIÇO

Premiação dos Melhores da Qualidade ABIC 2017 e lançamento do APP De Olho no Café

– Local: Maksoud Plaza – Sala Rio de Janeiro

– Endereço: Rua São Carlos do Pinhal 424 – Bela Vista – São Paulo/SP

– Data e horário: 26 de setembro (terça-feira) – 9h00 

– Café da manhã com degustação das marcas premiadas

– Entrevista coletiva

FONTE: ABIC  //  Negócios da Terra  //  Reuters  //  Notícias Agrícolas  //  Terra  //  Último Instante  //  LeiaJá  //  Cooxupé  //  Globo Rural  //  IstoÉ  //  Revista PEGN  //  Broadcast Agro  //  Café Point  //  Portal DBO

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