O Brasil liderou as emissões globais de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) em 2025, com 64 milhões de certificados — 19% do total mundial. O resultado consolida o protagonismo do país na transição energética e reflete a expansão da geração renovável e o avanço das metas corporativas de descarbonização. Em 2016, foram apenas 50 mil emissões; em 2024, quase 51 milhões, com projeção de superar 70 milhões em 2026.
Cada I-REC corresponde a 1 MWh de energia renovável e permite às empresas comprovar a redução de emissões associadas ao consumo elétrico. “O Brasil foi o primeiro a adotar governança local para o I-REC, e hoje cerca de 20% da energia consumida por negócios no país já possui certificados”, afirma Fernando Giachini
Lopes, presidente do Instituto Totum. No setor de gás, os GAS-RECs certificaram 37 milhões de m3 de biometano em 2025 — cerca de 10% do mercado nacional e um terço do volume que será exigido pelo mandato da lei do Combustível do Futuro
Esse avanço do mercado de atributos ambientais estará no centro do I-REC Day, em 7 de abril, em São Paulo. O encontro reunirá lideranças do setor energético, representantes do poder público e especialistas para discutir tendências, desafios regulatórios, integridade ambiental e o papel dos certificados — como I-RECs, GAS-RECs e CGOB — nas estratégias voluntárias e regulatórias de descarbonização. Consolidado como principal fórum técnico do segmento, o evento reforça o Brasil não apenas como líder em emissões de certificados, mas como referência na estruturação e governança desses instrumentos no cenário internacional.
Fonte: VEJA
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