A entrada em vigor da EU Deforestation Regulation (EUDR) marca uma mudança estrutural na forma como sustentabilidade, comércio internacional e gestão de riscos passam a se relacionar. Mais do que uma nova exigência ambiental, a EUDR redefine o padrão mínimo de governança e rastreabilidade esperado de empresas que desejam acessar o mercado europeu.
A EUDR é o novo regulamento da União Europeia que restringe a entrada de produtos associados ao desmatamento, mesmo quando este é considerado legal no país de origem. Seu objetivo é garantir que apenas produtos livres de desmatamento após 31/12/2020, rastreados e produzidos conforme as leis locais, possam ser comercializados no bloco europeu.
A regulamentação exige que empresas importadoras europeias, denominadas “operadores”, submetam uma declaração de due diligence (diligência devida), comprovando a origem, a rastreabilidade e a conformidade ambiental das commodities. As commodities abrangidas pela nova exigência europeia são: soja, café, cacau, madeira, borracha, carne bovina e palma, além de seus derivados.
As obrigações passam a valer a partir de 30/12/2026 para operadores e comerciantes que não se enquadram como micro e pequenas empresas, enquanto micro e pequenas empresas terão até 30/06/2027 para atender ao regulamento.
Para atender aos requisitos do Regulamento, as empresas devem demonstrar que os produtos:
Um ponto central da EUDR é a transformação da due diligence em um processo contínuo, e não em uma verificação pontual. Cada lote de exportação deverá ser acompanhado por uma declaração de due diligence. Isso significa que os operadores serão responsáveis pelo atendimento integral aos requisitos da norma, garantindo que toda a análise crítica sobre a produção daquela commodity tenha sido realizada e que os riscos identificados sejam nulos ou negligenciáveis.
A diligência devida inclui:
Embora frequentemente percebida como uma barreira comercial, a EUDR representa, na prática, a formalização regulatória de expectativas que já vinham sendo aplicadas informalmente por investidores, compradores e auditores internacionais.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, apesar de atualmente apenas o bloco europeu impor critérios de sustentabilidade como requisitos de entrada, essa tendência veio para ficar. Como efeito secundário, empresas, produtores e consumidores de outros blocos econômicos poderão passar a exigir protocolos semelhantes.
Para muitas empresas, o maior gargalo não está na comprovação de boas práticas ambientais, mas na organização das informações. Os dados existem, porém encontram-se fragmentados entre áreas, sistemas e parceiros. A EUDR pode expor fragilidades na governança da informação: quem coleta, quem valida, quem atualiza e quem responde legalmente por esses dados. A análise sólida de riscos é essencial para o diagnóstico da cadeia produtiva.
Para quem se antecipa, a EUDR pode ser mais do que um custo de conformidade. Empresas que organizam suas cadeias, investem em dados e governança e demonstram robustez em seus processos ganham acesso a mercados premium, fortalecem relações comerciais e melhoram sua posição em negociações. A EUDR pode funcionar como um catalisador de profissionalização e diferenciação competitiva.
As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Globo Rural
Fonte: Globo Rural
O Instituto Totum reforça sua atuação nas áreas de energia e gás com a chegada de dois novos consultores estratégicos: Isabel Arantes e Rafael Noguchi. Os profissionais passam a integrar conjuntamente as frentes ligadas à certificação, rastreabilidade ambiental, gases renováveis, CGOB e desenvolvimento de novos mercados, em um momento de expansão das iniciativas relacionadas à transição energética, biometano e combustíveis renováveis no Brasil e no exterior.
A nova equipe também terá atuação nas iniciativas ligadas à Global Gas Tracking (GGT), empresa criada para operacionalizar o novo código global de rastreabilidade para biometano, o I-TRACK(G), lançado recentemente pela I-TRACK Foundation em parceria com a GGT. Entre os focos de atuação estão o fortalecimento das iniciativas de rastreabilidade ambiental, certificação de gases renováveis e desenvolvimento de mercados nacionais e internacionais ligados à transição energética.
Com quase 20 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, energia e commodities, Isabel Arantes traz ao Totum uma trajetória ligada à expansão de mercados, estruturação de projetos estratégicos e relacionamento com grandes empresas dos setores de energia, biometano, eficiência energética e transição energética.
Já Rafael Noguchi é engenheiro ambiental com experiência em sustentabilidade, ESG e certificações ambientais, tendo atuação destacada na consolidação do RenovaBio no Brasil, além de experiência em regulamentações ambientais internacionais, logística reversa, economia circular e gestão de projetos ligados à sustentabilidade.
As novas contratações ocorrem em um momento de expansão das agendas ligadas à descarbonização, transição energética e rastreabilidade ambiental, consideradas estratégicas pelo Instituto Totum. “A chegada da Isabel e do Rafael representa um movimento estratégico para fortalecer nossa atuação em áreas que ganham cada vez mais relevância no mercado de energia e gases renováveis. São profissionais que chegam para ampliar nossas entregas em um setor que vive um momento decisivo de crescimento e transformação”, afirma Fernando Lopes, diretor-geral do Instituto Totum.
Luciano Figueiredo, que anteriormente atuava nessas frentes no instituto, deixa o Totum após 12 anos na entidade para seguir novos desafios. O Instituto Totum reconhece sua contribuição ao longo desse período e deseja sucesso em seu próximo passo profissional.
O mercado de Certificados de Energia Renovável (I-RECs) atravessa um período de maturação acelerada no Brasil, impulsionado pela urgência das metas de descarbonização e pela pressão por transparência ESG (Environmental, Social and Governance). Dados do Instituto Totum indicam um salto expressivo na atividade: entre janeiro e meados de março de 2026, foram emitidos mais de 40 milhões de certificados, um incremento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O volume é emblemático, correspondendo a 70% de tudo o que foi registrado ao longo de 2025. Esse movimento reflete uma mudança de percepção no setor corporativo, onde o I-REC deixa de ser apenas um selo de conformidade para se tornar o “lastro ambiental” indispensável em auditorias globais de emissões. Como a energia limpa injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) se mistura fisicamente às fontes fósseis, o certificado atua como o registro de identidade (RG) que garante que aquele megawatt-hora (MWh) consumido possui origem renovável comprovada.
Setores de alta complexidade, como o farmacêutico, têm liderado a adoção desses ativos para sustentar metas climáticas ambiciosas. A Eurofarma, por exemplo, utiliza I-RECs provenientes de ativos de geração da Serena, como o Complexo Eólico Assuruá, na Bahia, para pavimentar seu plano de reduzir 260 mil toneladas de carbono até 2038. Ao final de 2025, a companhia já havia atingido 97% de suas operações globais com eletricidade 100% renovável.
Ao avaliar o papel da energia limpa no crescimento da companhia, a vice-presidente de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma, Maria del Pilar Muñoz, enfatiza a conexão entre a diretriz estratégica e a transparência operacional: “Na Eurofarma, a sustentabilidade é uma diretriz estratégica que orienta nosso crescimento em linha com a nossa visão de longo prazo. A parceria com a Serena, na cogeração de energia renovável, é fundamental para a meta de uma matriz energética 100% limpa, ao mesmo tempo em que aprimoramos indicadores de ecoeficiência e conferimos transparência à nossa jornada de descarbonização. Ao integrarmos essa frente ao negócio, reafirmamos nosso compromisso com o clima, com os valores da Eurofarma e com a sustentabilidade de nossas operações, gerando impactos positivos para a sociedade.”
A aquisição de I-RECs ataca diretamente o chamado Escopo 2 do GHG Protocol, que engloba as emissões indiretas provenientes da energia elétrica adquirida. Em um cenário onde investidores monitoram índices como o CDP e o ISE B3, o uso de certificados oferece segurança técnica e jurídica, permitindo que empresas reportem seus inventários com lastro em ativos reais.
A agilidade na implementação é outro fator que explica a alta na demanda. Diferente de reformas estruturais em maquinários ou logística, a compra de certificados permite uma resposta imediata às metas de curto prazo.
A Diretora Comercial da Serena, Fabiana Polido, observa que a ferramenta é democrática e essencial para a confiabilidade do sistema: “O I-REC é um instrumento que confere confiança e transparência à transição energética global. A rastreabilidade de ponta a ponta permite que empresas comprovem, com rigor técnico, a origem renovável da energia que consomem. E, diferentemente do que muitos pensam, esses certificados não são exclusivos de grandes indústrias, empresas de todos os portes, de redes de varejo a companhias de tecnologia, podem adotá-los para sustentar suas estratégias de descarbonização.”
Com a tendência de queda no preço de tecnologias renováveis e a sofisticação dos mercados de carbono, a expectativa é que o Brasil se consolide como um dos maiores emissores de I-RECs do mundo.
A recorrência na aquisição desses ativos tem sido apontada por especialistas como o diferencial para empresas que desejam evitar o greenwashing e construir uma estratégia climática com consistência técnica e financeira.
FONTE: CENÁRIO ENERGIA
A InvestSP marcou presença no espaço de networking do I-REC Day Brazil 2026, consolidando sua atuação em um dos principais fóruns de discussão sobre energia renovável e atributos ambientais no país. Além de participar ativamente do encontro, a agência também apoiou institucionalmente o momento de networking do evento, contribuindo para a criação de um ambiente dedicado à conexão entre empresas, especialistas e instituições que estão na linha de frente da agenda ESG.
O evento promoveu um espaço qualificado de troca de conhecimento e articulação de projetos voltados à descarbonização, certificação de ativos ambientais e desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil. Nesse contexto, a participação da InvestSP reforça seu papel estratégico como facilitadora de investimentos e promotora da competitividade do estado de São Paulo em setores ligados à transição energética. A agência tem atuado de forma integrada no suporte a empresas e investidores, oferecendo orientação em temas regulatórios, ambientais e de infraestrutura, além de apoiar a estruturação e implementação de projetos por meio da interlocução com diferentes órgãos governamentais.
Para Margareth Pavan, gerente de Meio Ambiente e Transição Energética da InvestSP, a presença no evento reflete o compromisso contínuo da instituição em impulsionar soluções que fortaleçam a agenda de sustentabilidade no estado. Segundo ela, iniciativas como o I-REC Day Brazil são fundamentais para conectar os diferentes agentes do mercado, fomentar discussões qualificadas e criar oportunidades concretas de investimento. Nesse cenário, a InvestSP reafirma seu objetivo de promover um ambiente de negócios mais eficiente, seguro e competitivo, posicionando São Paulo como protagonista no avanço da transição energética e na consolidação dos mercados de atributos ambientais.
Fonte: INVESTSP
Na última semana de março, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) informou uma meta de redução de 0,5% nas emissões a ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da compra de biometano (substância idêntica ao gás natural, mas feita a partir de biogás) para mitigar emissões. O percentual é o dobro da proposta original enviada no ano passado.
“A meta anunciada significa 480 mil metros cúbicos diários de biometano que terá de ser adquirido pelos agentes neste ano”, afirma o diretor geral do Instituto Totum, Fernando Lopes.
A companhia foi a primeira credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como agente certificador de origem, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB).
Para o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, “esse é um mercado importante que tem muito potencial”. Na sua avaliação, o certificado separa o atributo físico do ambiental e dá previsibilidade às empresas.
A base do CGOB está na Lei do Combustível do Futuro, que determina metas de redução da intensidade de carbono no setor de gás natural, movimentado hoje por grandes petroleiras, como a Petrobras.
O país deverá chegar até o fim da década como um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, segundo dados da consultoria Rystad. Grande parte do óleo extraído no pré-sal é associado a gás natural.
Do lado da oferta, as usinas de açúcar e milho têm trabalhado cada vez mais integradas, somando produtos ao seu portfólio. O setor responde pela maior parcela da oferta possível de CGOB: a vinhaça, resíduo da cana, é convertida por bactérias em biogás, insumo do biometano. O setor sucroenergético corresponde pela maior parte do potencial do biogás que pode ser produzido no Brasil.
Estudo apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que o estado seria capaz de produzir cerca de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia de biometano, o equivalente a 32% do consumo de gás natural em São Paulo.
Atingido esse potencial, 20 mil novos empregos poderiam ser criados, além de haver outros ganhos, como a substituição de parte do diesel usado no transporte e a redução das emissões de carbono em até 16%.
Outro estudo, da Copersucar, destaca que o país vive um ponto de inflexão: a produção de biometano deve mais do que triplicar até 2027, impulsionada por novos investimentos em plantas e políticas de transição energética.
Em 2024, dez plantas somavam uma capacidade de produção de 656 mil m³ diários. Até 2027, o Brasil deve contar com 42 novas unidades, elevando a capacidade de produção para 2,3 milhões de m³ por dia.
Por: Roberto Rockman | Fonte: Visão Agro
Certificação é peça chave para viabilizar rastreabilidade, valor ambiental e novos negócios no setor de combustíveis renováveis
O Instituto Totum foi credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do Brasil, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).
Instituído pela Lei nº 14.993/2024, o CGOB é o instrumento que permitirá comprovar, de forma independente e auditável, que o biometano comercializado possui origem renovável. Na prática, o certificado cria um sistema de rastreabilidade que conecta produção, certificação e consumo, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de mercado.
A certificação é considerada fundamental para o desenvolvimento do setor, pois agrega valor ao biometano, amplia a confiança de compradores, especialmente grandes consumidores e empresas com metas ESG, e viabiliza novos modelos de negócios baseados em atributos ambientais.
Além disso, o avanço ocorre em um momento decisivo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou recentemente a meta de biometano na descarbonização do mercado de gás natural, com a exigência mínima de 0,5% em 2026. Isso reforça a importância do agente certificador, que vai validar o CGOB, conferindo maior credibilidade ao processo.
O potencial do setor também reforça a relevância desse movimento. Estimativas indicam que o Brasil pode produzir cerca de 44 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, mas atualmente utiliza apenas uma pequena fração desse volume, cerca de 109 milhões de m³, segundo dados de 2025 da ANP, o que evidencia o espaço para expansão e novos investimentos no país.
“A certificação de origem é o que transforma o biometano em um ativo ambiental rastreável e valorizado, como já fazemos há mais de 6 anos com o GAS-REC. Com o CGOB criamos uma base sólida para expansão do setor e atração de investimentos. Nossa ideia é integrar o CGOB a certificação internacional I-TRACK(G)”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor geral do Instituto Totum.
Além de garantir transparência, o CGOB também deve desempenhar papel relevante no cumprimento de metas de descarbonização, ao permitir que empresas comprovem a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis.
Com o credenciamento como ACO, o Instituto Totum passa a atuar diretamente na validação dessas informações, assegurando que todo o processo siga critérios técnicos e regulatórios definidos pela ANP.
O avanço ocorre em um momento de forte crescimento do biometano no Brasil, impulsionado pela disponibilidade de resíduos agroindustriais e pela necessidade de diversificação da matriz energética.
“É realmente um marco para o setor e as empresas interessadas já podem iniciar o processo de certificação junto ao Instituto Totum. Será um passo fundamental para estruturar esse mercado no Brasil com transparência, credibilidade e segurança regulatória”, conclui Fernando Giachini Lopes.
Fonte: MEIO FILTRANTE
O Instituto Totum foi credenciado pela ANP como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do Brasil, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB). Instituído pela Lei 14.993/2024, o CGOB é o instrumento que permitirá comprovar, de forma independente e auditável, que o biometano comercializado possui origem renovável. O certificado cria, na prática, um sistema de rastreabilidade que conecta produção, certificação e consumo, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de mercado. A certificação é considerada fundamental para o desenvolvimento do setor, pois agrega valor ao biometano, amplia a confiança de compradores, especialmente grandes consumidores e empresas com metas ESG, e viabiliza novos modelos de negócios baseados em atributos ambientais. Além disso, o avanço ocorre em um momento decisivo. O CNPE aprovou recentemente a meta de biometano na descarbonização do mercado de gás natural, com a exigência mínima de 0,5% em 2026. A iniciativa reforça a importância do agente certificador, que vai validar o CGOB, conferindo maior credibilidade ao processo.
O potencial do setor também reforça a relevância desse movimento. Estimativas indicam que o Brasil pode produzir cerca de 44 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, mas atualmente utiliza apenas uma pequena fração desse volume, cerca de 109 milhões de m³, segundo dados de 2025 da ANP, o que evidencia o espaço para expansão e novos investimentos no país. “A certificação de origem é o que transforma o biometano em um ativo ambiental rastreável e valorizado, como já fazemos há mais de 6 anos com o GAS-Rec. Com o CGOB criamos uma base sólida para expansão do setor e atração de investimentos.
Nossa ideia é integrar o CGOB a certificação internacional I-TRACK(G)”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor geral do Instituto Totum. Além de garantir transparência, o CGOB também deve desempenhar papel relevante no cumprimento de metas de descarbonização, ao permitir que empresas comprovem a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis. Com o credenciamento como ACO, o Instituto Totum passa a atuar diretamente na validação dessas informações, assegurando que todo o processo siga critérios técnicos e regulatórios definidos pela ANP.
O avanço ocorre em um momento de forte crescimento do biometano no Brasil, impulsionado pela disponibilidade de resíduos agroindustriais e pela necessidade de diversificação da matriz energética. A regulamentação da certificação da produção de biometano e emissão do CGOB foi publicada há cerca de um mês pela ANP. A Resolução ANP nº 996, publicada no DOU de 03 de março, estabeleceu critérios visando a comprovação da origem e das características ambientais do biometano comercializado no país. Também definiu os critérios para o credenciamento de agentes certificadores de origem.
Fonte: ABEGAS
O mercado de biometano no Brasil acaba de ganhar uma peça-chave para sua consolidação. O Instituto Totum foi credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do país, passando a ser a primeira entidade autorizada a validar a procedência do biometano produzido e comercializado em território nacional.
Na prática, o credenciamento abre caminho para a emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), instrumento criado pela Lei nº 14.993/2024. O mecanismo estabelece um padrão oficial para comprovar que o combustível tem origem renovável, com critérios técnicos e auditorias independentes.
A certificação representa um avanço importante para o setor ao criar um sistema de rastreabilidade que conecta toda a cadeia — da produção ao consumo. Com isso, empresas e consumidores passam a ter mais segurança sobre a origem do biometano, além de ampliar a transparência em contratos e operações.
O modelo segue referências já adotadas em mercados internacionais, onde a certificação de origem é fundamental para dar lastro a políticas de descarbonização e à comercialização de combustíveis renováveis. No Brasil, a expectativa é que o CGOB contribua para atrair investimentos, fortalecer a confiança no produto e acelerar a expansão do biometano na matriz energética. Com o novo papel, o Instituto Totum passa a atuar como agente independente na validação dessas informações, etapa considerada essencial para estruturar um mercado mais robusto, confiável e alinhado às exigências ambientais e regulatórias globais.
Fonte: Canal Jornal da Bioenergia
Link: https://canalbioenergia.com.br/instituto-totum-e-credenciado-pela-anp-e-inaugura-certificacao-de-origem-do-biometano-no-brasil/ .
Foi publicado ontem, 6/4, no Diário Oficial da União, o despacho que aprova o credenciamento do primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) para realizar a certificação de produtores de biometano, visando à emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).
A empresa foi o Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial Ltda., primeira a manifestar interesse no credenciamento como ACO, após a publicação da Resolução ANP nº 996/2026, que estabelece os requisitos para o credenciamento desse tipo de agente, entre outras diretrizes. O credenciamento foi concedido após a ANP avaliar que a entidade cumpre todos os padrões exigidos para a certificação de origem do biometano.
O credenciamento é um passo importante no âmbito do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, estabelecido pela Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro). A medida reforça o compromisso da ANP com a sustentabilidade e a inovação no setor energético.
Fonte: KINCAID
Na última semana de março, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) informou uma meta de redução de 0,5% nas emissões a ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da compra de biometano (substância idêntica ao gás natural, mas feita a partir de biogás) para mitigar emissões. O percentual é o dobro da proposta original enviada no ano passado.
“A meta anunciada significa 480 mil metros cúbicos diários de biometano que terá de ser adquirido pelos agentes neste ano”, afirma o diretor geral do Instituto Totum, Fernando Lopes.
A companhia foi a primeira credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como agente certificador de origem, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB).
Para o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, “esse é um mercado importante que tem muito potencial”. Na sua avaliação, o certificado separa o atributo físico do ambiental e dá previsibilidade às empresas.
A base do CGOB está na Lei do Combustível do Futuro, que determina metas de redução da intensidade de carbono no setor de gás natural, movimentado hoje por grandes petroleiras, como a Petrobras.
O país deverá chegar até o fim da década como um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, segundo dados da consultoria Rystad. Grande parte do óleo extraído no pré-sal é associado a gás natural.
Do lado da oferta, as usinas de açúcar e milho têm trabalhado cada vez mais integradas, somando produtos ao seu portfólio. O setor responde pela maior parcela da oferta possível de CGOB: a vinhaça, resíduo da cana, é convertida por bactérias em biogás, insumo do biometano. O setor sucroenergético corresponde pela maior parte do potencial do biogás que pode ser produzido no Brasil.
Estudo apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que o estado seria capaz de produzir cerca de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia de biometano, o equivalente a 32% do consumo de gás natural em São Paulo.
Atingido esse potencial, 20 mil novos empregos poderiam ser criados, além de haver outros ganhos, como a substituição de parte do diesel usado no transporte e a redução das emissões de carbono em até 16%.
Outro estudo, da Copersucar, destaca que o país vive um ponto de inflexão: a produção de biometano deve mais do que triplicar até 2027, impulsionada por novos investimentos em plantas e políticas de transição energética.
Em 2024, dez plantas somavam uma capacidade de produção de 656 mil m³ diários. Até 2027, o Brasil deve contar com 42 novas unidades, elevando a capacidade de produção para 2,3 milhões de m³ por dia.
Roberto Rockman
FONTE: NOVACANA
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