O Instituto Totum reforça sua atuação nas áreas de energia e gás com a chegada de dois novos consultores estratégicos: Isabel Arantes e Rafael Noguchi. Os profissionais passam a integrar conjuntamente as frentes ligadas à certificação, rastreabilidade ambiental, gases renováveis, CGOB e desenvolvimento de novos mercados, em um momento de expansão das iniciativas relacionadas à transição energética, biometano e combustíveis renováveis no Brasil e no exterior.

A nova equipe também terá atuação nas iniciativas ligadas à Global Gas Tracking (GGT), empresa criada para operacionalizar o novo código global de rastreabilidade para biometano, o I-TRACK(G), lançado recentemente pela I-TRACK Foundation em parceria com a GGT. Entre os focos de atuação estão o fortalecimento das iniciativas de rastreabilidade ambiental, certificação de gases renováveis e desenvolvimento de mercados nacionais e internacionais ligados à transição energética.

Com quase 20 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, energia e commodities, Isabel Arantes traz ao Totum uma trajetória ligada à expansão de mercados, estruturação de projetos estratégicos e relacionamento com grandes empresas dos setores de energia, biometano, eficiência energética e transição energética.

Já Rafael Noguchi é engenheiro ambiental com experiência em sustentabilidade, ESG e certificações ambientais, tendo atuação destacada na consolidação do RenovaBio no Brasil, além de experiência em regulamentações ambientais internacionais, logística reversa, economia circular e gestão de projetos ligados à sustentabilidade.

As novas contratações ocorrem em um momento de expansão das agendas ligadas à descarbonização, transição energética e rastreabilidade ambiental, consideradas estratégicas pelo Instituto Totum. “A chegada da Isabel e do Rafael representa um movimento estratégico para fortalecer nossa atuação em áreas que ganham cada vez mais relevância no mercado de energia e gases renováveis. São profissionais que chegam para ampliar nossas entregas em um setor que vive um momento decisivo de crescimento e transformação”, afirma Fernando Lopes, diretor-geral do Instituto Totum.

Luciano Figueiredo, que anteriormente atuava nessas frentes no instituto, deixa o Totum após 12 anos na entidade para seguir novos desafios. O Instituto Totum reconhece sua contribuição ao longo desse período e deseja sucesso em seu próximo passo profissional.

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Rastreabilidade de atributos ambientais torna-se ativo estratégico para empresas que buscam neutralizar o Escopo 2; volume emitido até março já representa 70% do total de 2025.

O mercado de Certificados de Energia Renovável (I-RECs) atravessa um período de maturação acelerada no Brasil, impulsionado pela urgência das metas de descarbonização e pela pressão por transparência ESG (Environmental, Social and Governance). Dados do Instituto Totum indicam um salto expressivo na atividade: entre janeiro e meados de março de 2026, foram emitidos mais de 40 milhões de certificados, um incremento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O volume é emblemático, correspondendo a 70% de tudo o que foi registrado ao longo de 2025. Esse movimento reflete uma mudança de percepção no setor corporativo, onde o I-REC deixa de ser apenas um selo de conformidade para se tornar o “lastro ambiental” indispensável em auditorias globais de emissões. Como a energia limpa injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) se mistura fisicamente às fontes fósseis, o certificado atua como o registro de identidade (RG) que garante que aquele megawatt-hora (MWh) consumido possui origem renovável comprovada.

Estratégia de longo prazo e redução de emissões

Setores de alta complexidade, como o farmacêutico, têm liderado a adoção desses ativos para sustentar metas climáticas ambiciosas. A Eurofarma, por exemplo, utiliza I-RECs provenientes de ativos de geração da Serena, como o Complexo Eólico Assuruá, na Bahia, para pavimentar seu plano de reduzir 260 mil toneladas de carbono até 2038. Ao final de 2025, a companhia já havia atingido 97% de suas operações globais com eletricidade 100% renovável.

Ao avaliar o papel da energia limpa no crescimento da companhia, a vice-presidente de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma, Maria del Pilar Muñoz, enfatiza a conexão entre a diretriz estratégica e a transparência operacional: “Na Eurofarma, a sustentabilidade é uma diretriz estratégica que orienta nosso crescimento em linha com a nossa visão de longo prazo. A parceria com a Serena, na cogeração de energia renovável, é fundamental para a meta de uma matriz energética 100% limpa, ao mesmo tempo em que aprimoramos indicadores de ecoeficiência e conferimos transparência à nossa jornada de descarbonização. Ao integrarmos essa frente ao negócio, reafirmamos nosso compromisso com o clima, com os valores da Eurofarma e com a sustentabilidade de nossas operações, gerando impactos positivos para a sociedade.”

Gestão do Escopo 2 e atratividade para o investidor

A aquisição de I-RECs ataca diretamente o chamado Escopo 2 do GHG Protocol, que engloba as emissões indiretas provenientes da energia elétrica adquirida. Em um cenário onde investidores monitoram índices como o CDP e o ISE B3, o uso de certificados oferece segurança técnica e jurídica, permitindo que empresas reportem seus inventários com lastro em ativos reais.

A agilidade na implementação é outro fator que explica a alta na demanda. Diferente de reformas estruturais em maquinários ou logística, a compra de certificados permite uma resposta imediata às metas de curto prazo. 

A Diretora Comercial da Serena, Fabiana Polido, observa que a ferramenta é democrática e essencial para a confiabilidade do sistema: “O I-REC é um instrumento que confere confiança e transparência à transição energética global. A rastreabilidade de ponta a ponta permite que empresas comprovem, com rigor técnico, a origem renovável da energia que consomem. E, diferentemente do que muitos pensam, esses certificados não são exclusivos de grandes indústrias, empresas de todos os portes, de redes de varejo a companhias de tecnologia, podem adotá-los para sustentar suas estratégias de descarbonização.”

Perspectivas para o mercado de ativos ambientais

Com a tendência de queda no preço de tecnologias renováveis e a sofisticação dos mercados de carbono, a expectativa é que o Brasil se consolide como um dos maiores emissores de I-RECs do mundo. 

A recorrência na aquisição desses ativos tem sido apontada por especialistas como o diferencial para empresas que desejam evitar o greenwashing e construir uma estratégia climática com consistência técnica e financeira.

FONTE: CENÁRIO ENERGIA

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A InvestSP marcou presença no espaço de networking do I-REC Day Brazil 2026, consolidando sua atuação em um dos principais fóruns de discussão sobre energia renovável e atributos ambientais no país. Além de participar ativamente do encontro, a agência também apoiou institucionalmente o momento de networking do evento, contribuindo para a criação de um ambiente dedicado à conexão entre empresas, especialistas e instituições que estão na linha de frente da agenda ESG.

O evento promoveu um espaço qualificado de troca de conhecimento e articulação de projetos voltados à descarbonização, certificação de ativos ambientais e desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil. Nesse contexto, a participação da InvestSP reforça seu papel estratégico como facilitadora de investimentos e promotora da competitividade do estado de São Paulo em setores ligados à transição energética. A agência tem atuado de forma integrada no suporte a empresas e investidores, oferecendo orientação em temas regulatórios, ambientais e de infraestrutura, além de apoiar a estruturação e implementação de projetos por meio da interlocução com diferentes órgãos governamentais.

Para Margareth Pavan, gerente de Meio Ambiente e Transição Energética da InvestSP, a presença no evento reflete o compromisso contínuo da instituição em impulsionar soluções que fortaleçam a agenda de sustentabilidade no estado. Segundo ela, iniciativas como o I-REC Day Brazil são fundamentais para conectar os diferentes agentes do mercado, fomentar discussões qualificadas e criar oportunidades concretas de investimento. Nesse cenário, a InvestSP reafirma seu objetivo de promover um ambiente de negócios mais eficiente, seguro e competitivo, posicionando São Paulo como protagonista no avanço da transição energética e na consolidação dos mercados de atributos ambientais.

Fonte: INVESTSP

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Na última semana de março, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) informou uma meta de redução de 0,5% nas emissões a ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da compra de biometano (substância idêntica ao gás natural, mas feita a partir de biogás) para mitigar emissões. O percentual é o dobro da proposta original enviada no ano passado.

“A meta anunciada significa 480 mil metros cúbicos diários de biometano que terá de ser adquirido pelos agentes neste ano”, afirma o diretor geral do Instituto Totum, Fernando Lopes.

A companhia foi a primeira credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como agente certificador de origem, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB).

Para o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, “esse é um mercado importante que tem muito potencial”. Na sua avaliação, o certificado separa o atributo físico do ambiental e dá previsibilidade às empresas.

A base do CGOB está na Lei do Combustível do Futuro, que determina metas de redução da intensidade de carbono no setor de gás natural, movimentado hoje por grandes petroleiras, como a Petrobras.

O país deverá chegar até o fim da década como um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, segundo dados da consultoria Rystad. Grande parte do óleo extraído no pré-sal é associado a gás natural.

Do lado da oferta, as usinas de açúcar e milho têm trabalhado cada vez mais integradas, somando produtos ao seu portfólio. O setor responde pela maior parcela da oferta possível de CGOB: a vinhaça, resíduo da cana, é convertida por bactérias em biogás, insumo do biometano. O setor sucroenergético corresponde pela maior parte do potencial do biogás que pode ser produzido no Brasil.

Estudo apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que o estado seria capaz de produzir cerca de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia de biometano, o equivalente a 32% do consumo de gás natural em São Paulo.

Atingido esse potencial, 20 mil novos empregos poderiam ser criados, além de haver outros ganhos, como a substituição de parte do diesel usado no transporte e a redução das emissões de carbono em até 16%.

Outro estudo, da Copersucar, destaca que o país vive um ponto de inflexão: a produção de biometano deve mais do que triplicar até 2027, impulsionada por novos investimentos em plantas e políticas de transição energética.

Em 2024, dez plantas somavam uma capacidade de produção de 656 mil m³ diários. Até 2027, o Brasil deve contar com 42 novas unidades, elevando a capacidade de produção para 2,3 milhões de m³ por dia.

Por: Roberto Rockman | Fonte: Visão Agro

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Certificação é peça chave para viabilizar rastreabilidade, valor ambiental e novos negócios no setor de combustíveis renováveis

O Instituto Totum foi credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do Brasil, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).
Instituído pela Lei nº 14.993/2024, o CGOB é o instrumento que permitirá comprovar, de forma independente e auditável, que o biometano comercializado possui origem renovável. Na prática, o certificado cria um sistema de rastreabilidade que conecta produção, certificação e consumo, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de mercado.
A certificação é considerada fundamental para o desenvolvimento do setor, pois agrega valor ao biometano, amplia a confiança de compradores, especialmente grandes consumidores e empresas com metas ESG, e viabiliza novos modelos de negócios baseados em atributos ambientais.


Além disso, o avanço ocorre em um momento decisivo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou recentemente a meta de biometano na descarbonização do mercado de gás natural, com a exigência mínima de 0,5% em 2026. Isso reforça a importância do agente certificador, que vai validar o CGOB, conferindo maior credibilidade ao processo.
O potencial do setor também reforça a relevância desse movimento. Estimativas indicam que o Brasil pode produzir cerca de 44 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, mas atualmente utiliza apenas uma pequena fração desse volume, cerca de 109 milhões de m³, segundo dados de 2025 da ANP, o que evidencia o espaço para expansão e novos investimentos no país.
“A certificação de origem é o que transforma o biometano em um ativo ambiental rastreável e valorizado, como já fazemos há mais de 6 anos com o GAS-REC. Com o CGOB criamos uma base sólida para expansão do setor e atração de investimentos. Nossa ideia é integrar o CGOB a certificação internacional I-TRACK(G)”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor geral do Instituto Totum.
Além de garantir transparência, o CGOB também deve desempenhar papel relevante no cumprimento de metas de descarbonização, ao permitir que empresas comprovem a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis.
Com o credenciamento como ACO, o Instituto Totum passa a atuar diretamente na validação dessas informações, assegurando que todo o processo siga critérios técnicos e regulatórios definidos pela ANP.
O avanço ocorre em um momento de forte crescimento do biometano no Brasil, impulsionado pela disponibilidade de resíduos agroindustriais e pela necessidade de diversificação da matriz energética.


“É realmente um marco para o setor e as empresas interessadas já podem iniciar o processo de certificação junto ao Instituto Totum. Será um passo fundamental para estruturar esse mercado no Brasil com transparência, credibilidade e segurança regulatória”, conclui Fernando Giachini Lopes.

Fonte: MEIO FILTRANTE

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O Instituto Totum foi credenciado pela ANP como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do Brasil, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).  Instituído pela Lei 14.993/2024, o CGOB é o instrumento que permitirá comprovar, de forma independente e auditável, que o biometano comercializado possui origem renovável. O certificado cria, na prática, um sistema de rastreabilidade que conecta produção, certificação e consumo, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de mercado. A certificação é considerada fundamental para o desenvolvimento do setor, pois agrega valor ao biometano, amplia a confiança de compradores, especialmente grandes consumidores e empresas com metas ESG, e viabiliza novos modelos de negócios baseados em atributos ambientais. Além disso, o avanço ocorre em um momento decisivo. O CNPE aprovou recentemente a meta de biometano na descarbonização do mercado de gás natural, com a exigência mínima de 0,5% em 2026. A iniciativa reforça a importância do agente certificador, que vai validar o CGOB, conferindo maior credibilidade ao processo.

O potencial do setor também reforça a relevância desse movimento. Estimativas indicam que o Brasil pode produzir cerca de 44 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, mas atualmente utiliza apenas uma pequena fração desse volume, cerca de 109 milhões de m³, segundo dados de 2025 da ANP, o que evidencia o espaço para expansão e novos investimentos no país. “A certificação de origem é o que transforma o biometano em um ativo ambiental rastreável e valorizado, como já fazemos há mais de 6 anos com o GAS-Rec. Com o CGOB criamos uma base sólida para expansão do setor e atração de investimentos.

Nossa ideia é integrar o CGOB a certificação internacional I-TRACK(G)”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor geral do Instituto Totum. Além de garantir transparência, o CGOB também deve desempenhar papel relevante no cumprimento de metas de descarbonização, ao permitir que empresas comprovem a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis. Com o credenciamento como ACO, o Instituto Totum passa a atuar diretamente na validação dessas informações, assegurando que todo o processo siga critérios técnicos e regulatórios definidos pela ANP.

O avanço ocorre em um momento de forte crescimento do biometano no Brasil, impulsionado pela disponibilidade de resíduos agroindustriais e pela necessidade de diversificação da matriz energética. A regulamentação da certificação da produção de biometano e emissão do CGOB foi publicada há cerca de um mês pela ANP. A Resolução ANP nº 996, publicada no DOU de 03 de março, estabeleceu critérios visando a comprovação da origem e das características ambientais do biometano comercializado no país. Também definiu os critérios para o credenciamento de agentes certificadores de origem.

Fonte: ABEGAS

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O mercado de biometano no Brasil acaba de ganhar uma peça-chave para sua consolidação. O Instituto Totum foi credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do país, passando a ser a primeira entidade autorizada a validar a procedência do biometano produzido e comercializado em território nacional.

Na prática, o credenciamento abre caminho para a emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), instrumento criado pela Lei nº 14.993/2024. O mecanismo estabelece um padrão oficial para comprovar que o combustível tem origem renovável, com critérios técnicos e auditorias independentes.

A certificação representa um avanço importante para o setor ao criar um sistema de rastreabilidade que conecta toda a cadeia — da produção ao consumo. Com isso, empresas e consumidores passam a ter mais segurança sobre a origem do biometano, além de ampliar a transparência em contratos e operações.

O modelo segue referências já adotadas em mercados internacionais, onde a certificação de origem é fundamental para dar lastro a políticas de descarbonização e à comercialização de combustíveis renováveis. No Brasil, a expectativa é que o CGOB contribua para atrair investimentos, fortalecer a confiança no produto e acelerar a expansão do biometano na matriz energética. Com o novo papel, o Instituto Totum passa a atuar como agente independente na validação dessas informações, etapa considerada essencial para estruturar um mercado mais robusto, confiável e alinhado às exigências ambientais e regulatórias globais.

Fonte: Canal Jornal da Bioenergia
Link:  https://canalbioenergia.com.br/instituto-totum-e-credenciado-pela-anp-e-inaugura-certificacao-de-origem-do-biometano-no-brasil/ .

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Foi publicado ontem, 6/4, no Diário Oficial da União, o despacho que aprova o credenciamento do primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) para realizar a certificação de produtores de biometano, visando à emissão do Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB).

A empresa foi o Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial Ltda., primeira a manifestar interesse no credenciamento como ACO, após a publicação da Resolução ANP nº 996/2026, que estabelece os requisitos para o credenciamento desse tipo de agente, entre outras diretrizes. O credenciamento foi concedido após a ANP avaliar que a entidade cumpre todos os padrões exigidos para a certificação de origem do biometano.

O credenciamento é um passo importante no âmbito do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, estabelecido pela Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro). A medida reforça o compromisso da ANP com a sustentabilidade e a inovação no setor energético.

Saiba mais sobre o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano.

Fonte: KINCAID

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Na última semana de março, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) informou uma meta de redução de 0,5% nas emissões a ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da compra de biometano (substância idêntica ao gás natural, mas feita a partir de biogás) para mitigar emissões. O percentual é o dobro da proposta original enviada no ano passado.

“A meta anunciada significa 480 mil metros cúbicos diários de biometano que terá de ser adquirido pelos agentes neste ano”, afirma o diretor geral do Instituto Totum, Fernando Lopes.

A companhia foi a primeira credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como agente certificador de origem, tornando-se a primeira entidade autorizada a certificar produtores de biometano para emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB).

Para o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, “esse é um mercado importante que tem muito potencial”. Na sua avaliação, o certificado separa o atributo físico do ambiental e dá previsibilidade às empresas.

A base do CGOB está na Lei do Combustível do Futuro, que determina metas de redução da intensidade de carbono no setor de gás natural, movimentado hoje por grandes petroleiras, como a Petrobras.

O país deverá chegar até o fim da década como um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, segundo dados da consultoria Rystad. Grande parte do óleo extraído no pré-sal é associado a gás natural.

Do lado da oferta, as usinas de açúcar e milho têm trabalhado cada vez mais integradas, somando produtos ao seu portfólio. O setor responde pela maior parcela da oferta possível de CGOB: a vinhaça, resíduo da cana, é convertida por bactérias em biogás, insumo do biometano. O setor sucroenergético corresponde pela maior parte do potencial do biogás que pode ser produzido no Brasil.

Estudo apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que o estado seria capaz de produzir cerca de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia de biometano, o equivalente a 32% do consumo de gás natural em São Paulo.

Atingido esse potencial, 20 mil novos empregos poderiam ser criados, além de haver outros ganhos, como a substituição de parte do diesel usado no transporte e a redução das emissões de carbono em até 16%.

Outro estudo, da Copersucar, destaca que o país vive um ponto de inflexão: a produção de biometano deve mais do que triplicar até 2027, impulsionada por novos investimentos em plantas e políticas de transição energética.

Em 2024, dez plantas somavam uma capacidade de produção de 656 mil m³ diários. Até 2027, o Brasil deve contar com 42 novas unidades, elevando a capacidade de produção para 2,3 milhões de m³ por dia.

Roberto Rockman

FONTE: NOVACANA

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A instituição é o primeiro ACO credenciado pela ANP, abrindo caminho para mercado de biometano com garantia de origem no Brasil

CGOB deverá desempenhar papel relevante no cumprimento de metas de descarbonização, segundo o Instituto Totum

Fonte: BRASIL ENERGIA






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