O Esporte Clube Bahia SAF conquistou a Certificação Internacional de Energia Renovável (I-REC), documento que comprova que a energia consumida pelo clube em 2025 teve origem em fontes renováveis e rastreáveis. A certificação é resultado da parceria com a comercializadora do grupo Neoenergia, responsável pelo fornecimento de energia para o Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, em Dias d’Ávila.

O acordo firmado com a comercializadora da Neoenergia, iniciada no ano passado, permite que o Bahia tenha em sua matriz elétrica energia 100% renovável. A iniciativa reforça o compromisso do clube com práticas mais sustentáveis e alinhadas aos desafios ambientais da atualidade.

Ao longo do ano de 2025, o Esquadrão evitou a emissão de 37,3 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos gases causadores do efeito estufa – o equivalente ao plantio de 227 árvores. O I-REC atesta que o clube é sustentável, garantindo a redução de sua pegada de carbono.

O Certificado Internacional conquistado pelo Bahia foi emitido pelo Instituto Totum, emissor local de I-RECS no Brasil.

“A utilização de fontes renováveis de energia está em linha com a nossa visão de construir um clube cada vez mais moderno, eficiente e alinhado às melhores práticas de gestão. Receber essa certificação reforça que estamos avançando na forma como administramos nossas operações e contribuímos para um futuro mais sustentável”, afirma Vitor Ferraz, diretor de Operações e Relações Institucionais do Esporte Clube Bahia SAF.

Há pouco mais de um ano, o Bahia tornou-se um dos pioneiros no futebol brasileiro ao migrar do mercado regulado para o mercado livre, utilizando a energia gerada pelas usinas renováveis da Neoenergia.

“A emissão do I-REC para o Esporte Clube Bahia mostra como o mercado livre, baseado em fontes renováveis, é uma alternativa viável para qualquer setor econômico. Atestar o suprimento de um dos clubes mais populares do Brasil reforça nosso compromisso em oferecer soluções sustentáveis também para o universo do esporte brasileiro”, afirma Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia.

Fonte: Esporte Clube Bahia

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O mercado brasileiro de atributos ambientais e rastreabilidade para o gás renovável consolida uma trajetória de expansão acelerada. Dados fechados do programa GAS-REC, gerido pelo Instituto Totum, revelam que as emissões acumuladas do certificado já ultrapassaram a marca de 5,8 milhões de unidades desde o seu lançamento em 2022. O indicador acompanha de perto o amadurecimento da demanda corporativa por lastro de descarbonização focado em biogás e biometano no ambiente de contratação industrial.

A evolução histórica dos dados demonstra uma curva de crescimento consistente do programa voluntário. O volume anual saltou de 943 mil certificados emitidos em 2022 para 1,37 milhão em 2025, registrando o maior patamar anual de sua história. No balanço parcial de 2026, o ritmo se mantém aquecido com 1,46 milhão de certificados emitidos até o momento, montante alinhado à sazonalidade tradicional do setor e à preparação dos agentes de mercado para a introdução de novos instrumentos de governança.

Segurança jurídica e a dissociação do atributo ambiental

A maturidade do ecossistema de negócios verde no país reflete o avanço regulatório que deu contornos claros à comercialização desses ativos. Ao analisar a evolução histórica dos indicadores, o diretor geral do Instituto Totum, Fernando Lopes, aponta que o mercado vem compreendendo de forma cada vez mais clara o papel desses instrumentos na agenda de descarbonização. O executivo avalia que a evolução regulatória conferiu mais confiança a produtores e consumidores, impulsionada principalmente pelo reconhecimento legal da dissociação entre a molécula energética e o seu respectivo atributo ambiental.

O dirigente ressalta que o recorde de emissões observado ao longo de 2025 decorre diretamente desse processo de aculturamento e da antecipação de novos modelos de comércio de emissões no Brasil. Lopes argumenta que houve um esforço relevante de disseminação de conhecimento nos últimos anos, resultando em uma preparação natural dos agentes econômicos para a entrada de novas frentes de mercado, a exemplo do CGOB, o que ajudou a acelerar o ritmo de procura pelos certificados voluntários.

Transição para o CGOB e o mercado regulado de carbono

Apesar da consistência dos números auditados, a avaliação institucional é de que o mercado brasileiro de gás renovável se encontra em sua fase inicial de consolidação, com transações concentradas em grandes consumidores corporativos que lideram metas globais de sustentabilidade.

A expansão em larga escala deve ganhar tração definitiva nos próximos anos a partir de três pilares estruturais: a operacionalização do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB), o avanço do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e a pressão das metas globais de escopo 1 e 2 das grandes indústrias.

O Instituto Totum vem se posicionando de forma estratégica para liderar essa transição. A entidade foi chancelada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o primeiro Agente Certificador de Origem (ACO) do CGOB. Além disso, obteve autorização para atuar como escriturador e registrador do sistema, centralizando as funções de controle de titularidade, emissão e rastreabilidade dos novos títulos regulados.

Diante desse redesenho normativo, Fernando Lopes antecipa um cenário de forte ganho de liquidez no curto prazo. Na visão do executivo, os próximos três anos serão decisivos para a consolidação desse ecossistema, projetando um salto relevante de escala e liquidez à medida que as novas regras entrarem em vigor e os inventários corporativos passarem a incorporar tais instrumentos de forma mais ampla.

Biometano lidera expansão de usinas e atrai transporte pesado

Atualmente, o portfólio do programa GAS-REC conta com 9 usinas ativas e cadastradas, das quais duas são dedicadas à produção de biogás e sete voltadas ao mercado de biometano. A estimativa do Instituto Totum é de que esse parque tecnológico dobre de tamanho nos próximos 18 meses, impulsionado pelo pipeline de investimentos em novas plantas de refino de gás renovável no país.

O protagonismo do biometano no volume de certificados emitidos é explicado por diferenciais técnicos intrínsecos à sua cadeia de produção. O diretor geral da instituição detalha que o modelo de certificação considera o poder energético do gás, segmento no qual o biometano possui maior concentração. Adicionalmente, o executivo pondera que as plantas desse combustível costumam ser estruturadas em maior escala, fator que naturalmente expande a oferta de títulos no mercado.

Na esteira dessa oferta ampliada, a demanda futura deve se concentrar em setores difíceis de descarbonizar (hard-to-abate). Lopes afirma que esses segmentos demandam soluções viáveis para mitigação imediata de emissões, identificando no biometano e em seus certificados uma alternativa sólida que alia rastreabilidade, integridade ambiental e ganhos operacionais.

De olho no mercado global, o executivo conclui apontando que o Brasil reúne condições únicas para exercer uma liderança global no setor, sustentado por uma forte base agroindustrial, grande potencial em resíduos sólidos urbanos e saneamento, além de uma engenharia regulatória robusta. O diretor aposta que o modelo desenvolvido em território nacional possui atributos para se transformar em uma referência internacional para a certificação de gás renovável.

Lançado originalmente em 2020, o programa GAS-REC opera sob um rigoroso processo de auditoria documental, análise laboratorial e controle digital. O modelo obteve reconhecimento internacional da Fundação I-TRACK, atestando sua conformidade nativa com o futuro padrão global I-TRACK(G) para a harmonização internacional do mercado de biogás.

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A Prime Energy, responsável pelas soluções da Shell Energy no Brasil para consumidores empresariais, anunciou a ampliação de sua parceria com a Supergasbras.

O novo acordo prevê a migração de mais unidades da distribuidora para o Mercado Livre de Energia, além da expansão do modelo de energia por assinatura.

Com a nova etapa da parceria, quatro unidades adicionais da Supergasbras passarão a operar no Ambiente de Contratação Livre (ACL), elevando para 21 o número de unidades atendidas nesse formato até o fim de 2026. Outras cinco unidades consumidoras também serão incorporadas ao projeto de energia por assinatura da Prime Energy, solução baseada em geração distribuída.

Segundo as empresas, a iniciativa integra a estratégia da Supergasbras de aprimorar a gestão energética de suas operações, buscando maior previsibilidade de custos, eficiência no consumo e diversificação das soluções contratadas. Atualmente, a parceria já envolve a gestão das unidades de maior consumo da companhia no mercado livre, além de suporte técnico para migração do mercado cativo ao ACL, monitoramento de consumo por plataforma digital e consultoria especializada.

No mercado livre de energia, os consumidores podem negociar diretamente condições como preço, prazo e fonte de fornecimento. Já o modelo de energia por assinatura permite acesso à geração renovável compartilhada sem necessidade de investimento próprio em infraestrutura.

Projetos como esse mostram como a energia vem ganhando um papel cada vez mais estratégico na operação das empresas. No caso de companhias com presença nacional e diferentes perfis de consumo, como a Supergasbras, nosso papel é estruturar soluções adequadas a cada unidade, combinando previsibilidade, eficiência e inteligência de mercado”, afirmou Ana Lia Ferrero, CEO da Prime Energy.

As empresas destacaram ainda que a gestão eficiente de energia vem se tornando fator relevante para competitividade, especialmente em setores de consumo intensivo. Entre as ações desenvolvidas na parceria estão análise de faturas, monitoramento contínuo do consumo, revisão de processos e equipamentos, além da avaliação de fontes renováveis complementares.

Energia deixou de ser apenas um item de despesa e passou a ser um tema estratégico para a sustentabilidade. Alinhada às metas da Supergasbras de zerar as emissões do Escopo 2, inclusive por meio da compra de I-RECs, a ampliação da parceria com a Prime fortalece nossa estratégia de eficiência energética e traz mais previsibilidade e robustez para o planejamento das operações e para o atingimento das metas de redução de emissões”, afirmou Priscila Maziero (foto), gerente de Sustentabilidade da Supergasbras.

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A standardised framework for tracking and certifying biogas and biomethane attributes has been launched by the I-TRACK Foundation and Global Gas Tracking, enabling certificates to be issued, transferred and redeemed across international markets.

The I-TRACK Product Code for Biogas and Biomethane — known as I-TRACK(G) — was developed by a consortium of Evident Group in the UK and Instituto Totum in Brazil, following a public consultation and initial testing through Instituto Totum’s GAS-REC registry in Brazil.

Certificates will be issued and tracked through registries operated by Instituto Totum and Evident, which is now part of Xpansiv. Outside Brazil, Evident will operate the new I-TRACK(G) Registry.

The framework is designed to be interoperable with other I-TRACK product codes, including I-REC(E) for renewable electricity and I-TRACK(HX) for hydrogen, allowing consistent attribute management across energy carriers.

Jared Braslawsky, executive director of the I-TRACK Foundation, said the launch extended the reach of its International Attribute Tracking Standard into renewable gas markets, enabling “consistent, transparent, and high-integrity tracking across jurisdictions.”

Travis Caddy, director at Evident, said the standard could help “accelerate access to finance for projects and drive real-world deployment of renewable gas solutions” by giving end-users trusted, tradeable certificates.

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Com quase 200 profissionais capacitados em setores estratégicos, Instituto Totum expande grade de treinamentos técnicos com foco em inventários de GEE, certificações I-REC e regulação ambiental.

O amadurecimento das metas globais de descarbonização e a estruturação do arcabouço regulatório de finanças verdes transformaram a gestão de emissões em um ativo estratégico para o ambiente corporativo brasileiro. Com a exigência crescente de investidores e agências de classificação por dados auditáveis, o mercado de energia e infraestrutura enfrenta um gargalo técnico: a escassez de mão de obra qualificada para mensurar, certificar e comercializar atributos ambientais. Diante desse cenário, o Instituto Totum vem expandindo sua atuação na formação de especialistas voltados às agendas de carbono, energia limpa, gases renováveis e rastreabilidade.

Desde 2024, a instituição registrou a realização de 15 cursos e treinamentos dedicados a mitigar essa lacuna de competência técnica no país. Ao todo, 197 profissionais provenientes de verticais de alta complexidade regulatória, incluindo os segmentos de energia, óleo e gás, agronegócio, indústria tradicional, auditoria independente e mercado financeiro, passaram pelas capacitações para replicar metodologias de mitigação e conformidade ambiental em suas respectivas organizações.

O papel dos inventários corporativos e dos ativos de rastreabilidade (I-REC e GAS-REC)

No jornalismo setorial, a precisão na elaboração de inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE) é apontada como o alicerce para qualquer estratégia corporativa de emissões líquidas zero (Net Zero). O domínio prático sobre escopos de emissão, pegadas de carbono e mecanismos de compensação voluntária e regulada passou a ditar a competitividade de grandes consumidores no mercado livre de energia.

Dentro da grade de especialização técnica da entidade, programas como o “Carbono de A a Z” e o “Curso de Excelência em Inventário de GEE” incorporam estudos de caso focados em instrumentos de mercado consagrados na matriz elétrica, como o I-REC (Certificado de Energia Renovável), e em fronteiras emergentes, a exemplo do GAS-REC (voltado para a cadeia do biometano). A correta aplicação desses mecanismos otimiza o relato de sustentabilidade corporativa e protege os balanços financeiros contra riscos de greenwashing.

A aplicação prática desse ecossistema de aprendizado na rotina de grandes players do setor de bioenergia é endossada por quem atua diretamente no monitoramento de processos industriais, como destaca Nathália Susen Lopes, profissional de Suporte Técnico SGI na Usina São Martinho: “Os temas abordados durante o treinamento e a interação com especialistas no assunto permitiram o aprofundamento do conhecimento, o entendimento da aplicação nas atividades desenvolvidas pelos diversos segmentos e como nós, agora especialistas, podemos contribuir para um futuro mais sustentável”

Adequação regulatória e auditoria independente

Fundado em 2003, o Instituto Totum construiu sua trajetória balizado pelas demandas de auditoria, verificação independente e validação de salvaguardas regulatórias, operando como uma ponte de conformidade técnica para programas nacionais como o RenovaBio. O avanço das frentes institucionais sinaliza que a demanda por essa capacitação deve se intensificar à medida que o mercado regulado brasileiro de emissões avance em suas diretrizes de governança.

O diretor-fundador do Instituto Totum, Fernando Giachini Lopes, ponderou sobre a urgência comercial que impulsiona as corporações a buscarem o desenvolvimento de competências internas especializadas: “Existe hoje uma necessidade crescente de profissionais preparados para lidar com temas ligados à descarbonização, carbono, energia renovável, combustíveis sustentáveis e rastreabilidade ambiental. Os cursos do Instituto Totum têm justamente o objetivo de conectar conhecimento técnico, aplicação prática e visão de mercado, contribuindo para a formação de especialistas capazes de apoiar a transformação sustentável das organizações brasileiras”

A agenda de próximos treinamentos presenciais da instituição já está confirmada para o mês de julho, na capital paulista, cobrindo tanto a imersão nos mercados voluntários quanto o treinamento avançado em estudos de caso reais para inventários corporativos.

Serviço

Curso “Carbono de A a Z: Formação de Especialistas em Carbono”

Curso de Excelência em Inventário de GEE

Fonte: Cenário Energia

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O Instituto Totum reforça sua atuação nas áreas de energia e gás com a chegada de dois novos consultores estratégicos: Isabel Arantes e Rafael Noguchi.

Os profissionais passam a integrar conjuntamente as frentes ligadas à certificação, rastreabilidade ambiental, gases renováveis, CGOB e desenvolvimento de novos mercados. Isso ocorre em um momento de expansão das iniciativas relacionadas à transição energética, biometano e combustíveis renováveis no Brasil e no exterior.

Fonte: Canal Energia

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Novo regulamento da UE restringe a entrada de produtos associados ao desmatamento, mesmo quando este é considerado legal no país de origem

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O Instituto Totum reforça sua atuação nas áreas de energia e gás com a chegada de dois novos consultores estratégicos: Isabel Arantes e Rafael Noguchi. Os profissionais passam a integrar conjuntamente as frentes ligadas à certificação, rastreabilidade ambiental, gases renováveis, CGOB e desenvolvimento de novos mercados, em um momento de expansão das iniciativas relacionadas à transição energética, biometano e combustíveis renováveis no Brasil e no exterior.

A nova equipe também terá atuação nas iniciativas ligadas à Global Gas Tracking (GGT), empresa criada para operacionalizar o novo código global de rastreabilidade para biometano, o I-TRACK(G), lançado recentemente pela I-TRACK Foundation em parceria com a GGT. Entre os focos de atuação estão o fortalecimento das iniciativas de rastreabilidade ambiental, certificação de gases renováveis e desenvolvimento de mercados nacionais e internacionais ligados à transição energética.

Com quase 20 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, energia e commodities, Isabel Arantes traz ao Totum uma trajetória ligada à expansão de mercados, estruturação de projetos estratégicos e relacionamento com grandes empresas dos setores de energia, biometano, eficiência energética e transição energética.

Já Rafael Noguchi é engenheiro ambiental com experiência em sustentabilidade, ESG e certificações ambientais, tendo atuação destacada na consolidação do RenovaBio no Brasil, além de experiência em regulamentações ambientais internacionais, logística reversa, economia circular e gestão de projetos ligados à sustentabilidade.

As novas contratações ocorrem em um momento de expansão das agendas ligadas à descarbonização, transição energética e rastreabilidade ambiental, consideradas estratégicas pelo Instituto Totum. “A chegada da Isabel e do Rafael representa um movimento estratégico para fortalecer nossa atuação em áreas que ganham cada vez mais relevância no mercado de energia e gases renováveis. São profissionais que chegam para ampliar nossas entregas em um setor que vive um momento decisivo de crescimento e transformação”, afirma Fernando Lopes, diretor-geral do Instituto Totum.

Luciano Figueiredo, que anteriormente atuava nessas frentes no instituto, deixa o Totum após 12 anos na entidade para seguir novos desafios. O Instituto Totum reconhece sua contribuição ao longo desse período e deseja sucesso em seu próximo passo profissional.

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Lançamento do código I-TRACK(G) cria estrutura global para rastreabilidade de biogás e biometano, amplia segurança regulatória e aproxima o mercado brasileiro das cadeias internacionais de descarbonização

O mercado global de gases renováveis entrou em uma nova etapa de padronização e integração internacional. A I-TRACK Foundation e a Global Gas Tracking (GGT) anunciaram o lançamento do Código I-TRACK(G), novo padrão internacional voltado à certificação, rastreabilidade e negociação de atributos ambientais de biogás e biometano.

A iniciativa surge em um momento de aceleração dos mercados de combustíveis de baixo carbono e de crescente pressão corporativa por mecanismos auditáveis de comprovação ambiental. Na prática, o novo código estabelece regras globais para emissão, transferência e liquidação de certificados associados à produção de gases renováveis, criando uma linguagem comum entre diferentes jurisdições e cadeias energéticas.

O movimento também posiciona o Brasil no centro dessa arquitetura regulatória. O padrão foi desenvolvido em compatibilidade com o CGOB, programa federal brasileiro de certificação de origem do biometano, e utilizou como base operacional a experiência da plataforma GAS-REC®, desenvolvida pelo Instituto Totum.

Mercado busca padronização para acelerar liquidez e confiança

A consolidação de mercados globais de biometano depende cada vez mais da capacidade de rastrear atributos ambientais com segurança e evitar riscos de dupla contagem. O I-TRACK(G) foi estruturado justamente para atender essa demanda, criando um modelo interoperável com outros sistemas internacionais de certificação energética.

O código foi desenvolvido em conformidade com o International Attribute Tracking Standard e terá operação suportada por plataformas digitais de registro administradas pelo Instituto Totum e pela Evident, empresa integrada ao grupo Xpansiv.

A estrutura permite acompanhar toda a jornada dos certificados, desde a emissão até a baixa final, utilizando metodologia baseada em comprovação física e validação posterior à produção energética. Além da rastreabilidade, o novo modelo busca simplificar auditorias corporativas e processos de compliance ESG. O sistema passa a identificar, de forma padronizada, critérios de sustentabilidade, cadeia de custódia e conformidade regulatória de cada ativo ambiental negociado.

Integração com hidrogênio e energia elétrica amplia alcance do sistema

Um dos principais diferenciais do novo padrão é a interoperabilidade com outros mercados energéticos estratégicos para a transição energética global.

O I-TRACK(G) nasce integrado aos sistemas I-REC(E), voltado para energia elétrica renovável, e I-TRACK(HX), dedicado ao hidrogênio de baixo carbono. A conexão entre os diferentes certificados permitirá que grandes consumidores industriais administrem metas de descarbonização em múltiplos vetores energéticos dentro de uma única governança.

O diretor-executivo da I-TRACK Foundation, Jared Braslawsky, avaliou que o lançamento representa um avanço importante na consolidação internacional dos mercados de atributos energéticos: “O lançamento do I-TRACK(G) Code representa um marco importante na evolução contínua do rastreamento global de atributos energéticos. Com o I-TRACK(G) Code, estamos ampliando o alcance do International Attribute Tracking Standard para os mercados de gases renováveis, permitindo um rastreamento consistente, transparente e de alta integridade entre diferentes jurisdições. Temos satisfação em contar com a Global Gas Tracking como gestora credenciada do I-TRACK(G) Code e esperamos apoiar uma abordagem padronizada para o rastreamento de gases renováveis em escala global.”

A interoperabilidade também atende uma demanda crescente de multinacionais que operam metas integradas de carbono e precisam consolidar inventários ambientais em diferentes regiões.

Brasil ganha protagonismo no mercado internacional de biometano

A escolha do ambiente brasileiro como referência para validação prática do padrão reforça o avanço do país no mercado de biogás e biometano. O ecossistema nacional já vinha operando mecanismos de certificação voluntária por meio da plataforma GAS-REC, agora utilizada como base para expansão internacional do modelo.

Dentro da estrutura desenhada pelo novo código, o Instituto Totum seguirá responsável pela gestão das emissões no mercado brasileiro, enquanto a plataforma internacional da Evident administrará os registros globais fora do país.

O diretor-geral da ACT Group para a região Ásia-Pacífico, John Davis, destacou que a padronização tende a ampliar a confiança dos investidores e acelerar o crescimento do mercado internacional de gases renováveis: “Recebemos com entusiasmo o lançamento do I-TRACK(G) Code como um importante avanço para ampliar a transparência e a consistência nos mercados de biogás e biometano. Como adotantes iniciais, enxergamos valor significativo em uma estrutura padronizada e interoperável, capaz de viabilizar sistemas verificáveis de certificação e fortalecer a confiança em toda a cadeia de valor. Com a crescente demanda por gases renováveis na região Ásia-Pacífico, iniciativas como essa terão papel fundamental para apoiar o crescimento escalável do mercado e a transição regional para uma matriz energética de menor carbono”.

A conexão entre o padrão internacional e o CGOB também é vista pelo setor como um fator estratégico para atrair investimentos em infraestrutura de gás renovável no Brasil.

O diretor-geral do Instituto Totum, Fernando Giachini Lopes, ressaltou a relevância da compatibilidade regulatória com o programa federal brasileiro: “Temos orgulho de ver o I-TRACK(G) Code lançado como um padrão global de certificação para biogás e biometano. Este é um passo importante para oferecer ao mercado uma estrutura mais robusta, confiável e escalável para o rastreamento de atributos de gases renováveis em diferentes jurisdições. Também é especialmente relevante que o padrão tenha sido desenvolvido de forma compatível com o CGOB, o novo programa federal regulado de certificados de origem de biometano no Brasil”.

Certificação pode acelerar financiamento e expansão do setor

Além do aspecto regulatório, a criação de um padrão internacional de rastreabilidade é vista como um instrumento importante para destravar financiamento de projetos e ampliar a liquidez dos ativos ambientais associados ao biometano.

A ausência de critérios globais uniformes vinha sendo apontada por investidores como uma das barreiras para expansão de contratos internacionais de longo prazo.

O diretor da Evident e parceiro da GGT, Travis Caddy, afirmou que a padronização tende a reduzir inseguranças comerciais e criar um ambiente mais robusto para expansão do mercado: “Estabelecer uma estrutura consistente e interoperável para os atributos de biogás e biometano é um passo relevante para destravar esses mercados em escala. Ao oferecer aos consumidores certificados confiáveis e negociáveis, acreditamos que o padrão pode acelerar o acesso a financiamento para projetos e impulsionar a implementação de soluções de gases renováveis em escala comercial”.

Com o avanço da demanda global por combustíveis renováveis e metas corporativas de neutralidade climática, o lançamento do I-TRACK(G) consolida um novo estágio de maturidade para o mercado de biometano. A tendência é que mecanismos de certificação interoperáveis passem a desempenhar papel central na integração internacional das cadeias de descarbonização industrial, especialmente em setores de difícil abatimento de emissões.

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